
O que era para ser a nova era da Volvo virou um rombo financeiro colossal. A montadora sueca anunciou um prejuízo contábil de US$ 1,2 bilhão, o equivalente a cerca de R$ 6,5 bilhões, apenas no segundo trimestre de 2025.
E o motivo? O fiasco do SUV elétrico EX90 e as tarifas altíssimas impostas sobre carros fabricados na China, como o sedã ES90.
A Volvo havia apostado alto em seus dois novos modelos elétricos: o SUV EX90, que prometia ser a vitrine tecnológica da marca, e o sedã ES90, sucessor do S90, com foco no mercado global. Mas os planos ruíram.
Nos Estados Unidos, os carros elétricos produzidos na China agora enfrentam tarifas de até 247,5%, o que torna praticamente impossível vender o ES90 com algum lucro no país.
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E o golpe não parou por aí: a Europa também começou a impor taxas semelhantes para proteger suas fabricantes locais da enxurrada de EVs chineses.
Mesmo na Europa, onde a Volvo tem presença forte, o ES90 já sofre com margens apertadas. A marca reconheceu que o modelo não será lucrativo como se esperava.
O golpe foi duplo: enquanto o sedã enfrenta barreiras comerciais, o EX90 amargou uma série de atrasos e custos adicionais de desenvolvimento.
Lançado oficialmente em novembro de 2022, o modelo sofreu um adiamento de mais de um ano por conta de problemas de software e só começou a chegar às lojas em 2024.

O resultado tem sido decepcionante: nos primeiros seis meses do ano, apenas 1.972 unidades do EX90 foram vendidas nos Estados Unidos — número inferior ao que o XC90, seu irmão a combustão, vendeu apenas em junho.
Para completar, o SUV elétrico exigiu investimentos pesados em eletrificação e software, que não se pagaram até agora.
Apesar do estrago, a Volvo tenta enxergar o lado positivo. Fredrik Hansson, CEO da empresa, declarou que os aprendizados com o EX90 serão aplicados em futuras plataformas e ajudarão a empresa a liderar a transformação elétrica e digital da indústria.
Mas admitiu que, diante das tarifas, atrasos e realinhamento estratégico, as projeções de vendas e lucratividade desses dois modelos foram revistas para baixo.

A realidade, porém, é dura. O EX90, que deveria marcar o início de uma nova era para a Volvo, se tornou um caso clássico de promessa não cumprida.
E o prejuízo bilionário pode ser só o começo de uma crise maior se a marca não conseguir reagir rápido diante de um cenário global cada vez mais desafiador para os fabricantes de carros elétricos premium.
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