
Encerrar uma era sem parecer que está desistindo é um truque difícil, e a Alpina escolheu fazê-lo com exclusividade calculada e um SUV que virou símbolo da sua fase moderna.
A BMW já assumiu integralmente a Alpina e, ainda em 2026, a marca deve voltar como “sub-brand” com novo logotipo ao lado de Mini, Rolls-Royce e M.
Antes dessa virada, chega o último lançamento para fechar o capítulo da era Buchloe, o 2026 BMW Alpina XB7 Manufaktur, apresentado no Amelia Island Concours d’Elegance, na Flórida.
A homenagem tem um motivo específico: o XB7 foi o primeiro Alpina finalizado fora da Alemanha, montado na Plant Spartanburg, na Carolina do Sul.
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O XB7 está em produção desde 2020 e, no ano passado, um exemplar marcou a unidade de número sete milhões fabricada pela planta, reforçando o peso histórico do modelo.

Esta série Manufaktur, que não tem relação com o programa de pintura e estofamento sob medida da Mercedes-Benz com o mesmo nome, será limitada a 120 unidades para Estados Unidos e Canadá.
A produção começa em setembro de 2026 e as entregas estão previstas para o quarto trimestre, com “toques” exclusivos que não existem em nenhum outro XB7.
“Manufaktur” significa “fabricação” em alemão e aponta para o caráter artesanal do pacote, montado em uma pequena célula chamada Special Vehicles Ops (SVO), a única autorizada a montar o Alpina XB7.

O modelo recebe duas cores exclusivas, Frozen Alpina Green e Frozen Alpina Blue, combinadas às rodas Alpina forjadas de 23 polegadas e 20 raios, além de emblema “XB7 Manufaktur” na traseira.
Todos os 120 carros ganham decal Alpina preto na lateral e um logotipo “Manufaktur” gravado a laser na coluna B, reforçando o apelo de peça numerada.
Por dentro, a configuração é travada em couro Tartufo Full Merino com acabamento Walnut Nature Black, com bordado do script Alpina em verde e azul nos encostos dianteiros.

Há também uma placa numerada “1 of 120” na tampa do console, tapetes pretos com emblemas Alpina prateados, tapete de porta-malas com logo Manufaktur e duas weekender bags artesanais.
As bolsas são feitas em couro Lavalina marrom e trazem detalhes em couro verde e azul, mantendo a mesma paleta usada nos bordados e nos emblemas da cabine.
Na mecânica, o XB7 usa o V8 S68 4,4 litros biturbo com sistema híbrido, câmbio automático de oito marchas e tração integral, com 631 hp (aprox. 640 cv) e 590 lb-ft (cerca de 81,6 kgfm).

A Alpina afirma que isso representa 14 hp (aprox. 14,2 cv) e 37 lb-ft (cerca de 5,1 kgfm) a mais do que no X5 M, com 0–60 mph em 3,9 segundos e máxima de 180 mph contra 177 mph.
A diferença de personalidade vem do acerto: a suspensão a ar de dois eixos tem calibração específica, varia a altura em até 3,2 polegadas, usa estabilização ativa com barras antirrolagem eletromecânicas e direção traseira.

O preço do 2026 XB7 Manufaktur parte de US$ 180.000 (cerca de R$ 950.000), mais US$ 1.550 de frete e taxas (aproximadamente R$ 8.180), acima dos US$ 156.000 do XB7 padrão [em torno de R$ 823.000].
A conta é que, com cores exclusivas, couro melhorado, áudio Bowers & Wilkins e poltronas traseiras tipo captain’s chairs, equipar um XB7 similar já custaria pelo menos US$ 167.800, algo como R$ 885.400.
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