
O Geely EX5 foi a primeira proposta da marca chinesa no Brasil e continua centralizando as atenções do fabricante asiático, agora sócio da Renault do Brasil, para fixar-se de vez aqui.
Mas, antes do pulo do gato (que a marca espera acontecer), o EX5 em sua versão 100% elétrica e na opção topo de linha Max, se apresenta na avaliação do NA ao preço de R$ 225.800.
Com 218 cavalos e uma bateria robusta de 60,2 kWh, o SUV médio chinês reflete os novos tempos dos carros elétricos que exalam tecnologia e conforto, repaginando o mercado.
Esse será o caminho? Ainda é cedo para sabermos, mas o EX5 parece um começo…
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Moda clean
Como espelho da nova moda, o Geely EX5 Max se apresenta limpo visualmente, sem exageros estéticos para evidenciar a expressividade chinesa. Aqui, o gosto não é para agradar o consumidor de origem.
Com faróis afilados, ausência de grades ou reentrâncias, o EX5 aposta na moda clean, inclusive com maçanetas escamoteáveis que contribuem inclusive para a aerodinâmica, apesar de agora impedidas pelo governo chinês.
Tendo um grupo ótico equilibrado em tamanho e estilo, o Geely EX5 exibe ainda grandes retrovisores, teto solar panorâmico e rodas exclusivas aro 19 polegadas na versão Max.
Bem mais discreto que outros chineses por fora, o Geely EX5 Max guarda seu trunfo para atrair o comprador no interior, amplo e bem-acabado, como é de se esperar num carro chinês desse porte.

Não há, contudo, surpresas em design, seguindo a lógica do momento, que é ter um cluster digital compacto e uma multimídia de tela bem grande com tudo dentro. Sim, esse layout nos carros chineses já está cansando…
Um HUD colorido e bem completo ajuda a tirar o peso desse padrão chinês, assim como o volante estiloso de dois raios e os falantes ressaltados do sistema de som Flyme Sound, sendo muito bom.
Já o console alto com elemento vazado também segue a moda.
Diferente de outros chineses, o EX5 tem comandos físicos úteis na haste da coluna de direção, mas ficam limitados ao limpador, já que a mania de integrar comando de faróis na tela principal continua aqui.

Não basta apenas ligar o farol, tem que confirmar arrastando o dedo pela tela… E isso é visto em outras funcionalidades do EX5.
Geely, por favor, reveja isso! Perde-se um tempo enorme apenas abrindo uma tampa do bagageiro ou mesmo uma persiana do teto. Que dirá ligar os faróis…
É como andar com um notebook aberto durante a condução e, se isso não for contra o que o Contran diz, então, o que é?
A crítica aqui não é somente em relação ao EX5, mas a todos os carros que apostam nisso.
Comandos físicos já estão voltando nos carros e não é por moda, é porque os clientes já não aguentam mais ficar tocando (ou arrastando dedo) em telas já manchadas de gordura…

Voltando, o display central tem belas imagens de fundo, com algumas bem amigáveis, distribuindo as funções em menus que permitem, com a devida atenção do usuário, resfriar os bancos e ajustar os assentos, com o do passageiro tendo até apoio de pernas. Há massagem também.
No console, os poucos comandos físicos vão para o ar-condicionado e volume, ainda que o botão central possa, assim como os marcados com estrelas no volante, ser programado para outras funções. Interessante.
Com volume interno ótimo, o EX5 tem até alto-falantes exclusivos para o condutor e o sistema de som Flyme Sound tem personalizações que deixam a sonoridade interna excelente. Atrás, espaço de sobra e assento bipartido ajustável, garantindo o conforto em viagens.

No comando de voz, o EX5 atende algumas solicitações “com certeza”, mas ainda precisa aprender mais funções. A bordo, Android Auto e CarPlay se apresentam e isso é ótimo para quem não vive sem um bom navegador, ainda que o carro tenha um nativo.
Já no bagageiro de 461 litros, o espaço até parece pequeno inicialmente, mas sob o assoalho há um “porão” de carga para mais bagagens ou mesmo para ocultar o que se quiser.
Pena que não haja um compartimento para carregador dedicado na frente e mesmo atrás… Os itens ficam soltos e se movem durante a condução. A tampa é automática com ajuste em altura.

Força ativa
O Geely EX5 Max tem um motor elétrico de 218 cavalos e 32,6 kgfm, que bem poderia, assim como o EX2, ser no eixo traseiro, o que garantiria uma dinâmica de condução mais agradável, como o pequeno.
Ele também “rouba” espaço do cofre, como dito anteriormente, mas a Geely resolveu com o “porão”. Bem, seja como for, o EX5 performa bem com este conjunto de tração dianteira e transmissão única.
Mesmo pesando 1.765 kg, o Geely EX5 se apresenta como um carro aparentemente leve, dada a força ativa desde a aceleração inicial, garante saídas imediatas independentemente dos modos de condução: Eco, Conforto e Esportivo.

Indo de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e com máxima de 180 km/h, o EX5 parece ótimo para a estrada e realmente é. Com ultrapassagens muito seguras e retomadas de deixar os outros a ver navios, o SUV da Geely não reconhece subidas de serra, mesmo totalmente cheio.
Ágil também na cidade, o EX5 sobra em qualquer situação em que se exija força, garantindo assim conforto e segurança ao dirigir. Além disso, os modos de regeneração com três níveis e um modo automático garantem ainda mais autonomia.
Com 100% da bateria, a autonomia que verificamos chegou a 411 km. Todavia, pareça pouco, o EX5 segue o EX2 em eficiência no consumo de energia, ainda que bem menos em relação ao hatch elétrico, logicamente.

A recuperação de energia, especialmente em descidas de serras, é boa, assim como o consumo urbano, sempre utilizando a regeneração forte e no modo Eco, garantindo assim um 7,1 km/kWh na cidade. Na estrada, a 80 km/h, o EX5 fez 6,5 km/kWh, enquanto a 100 km/h, fez 5,8 km/kWh e aos 120 km/h, 5,3 km/kWh.
Durante a condução, o EX5 se mostrou um carro agradável ao volante, com direção bem responsiva e adaptativa, assim como freios bem atuantes, enquanto a suspensão foca no conforto, sendo bem macia.
Isso ajuda em vias de pavimento ruim, como bloquetes e paralelepípedos, filtrando bem as asperezas, mesmo em asfaltos ruins, porém, deixa a estabilidade mais suscetível a oscilações, ainda que bem menos perceptíveis.

O motivo é o baixo centro de gravidade proporcionado pela pesada bateria, compensada ainda pelos pneus largos 235/50 R19. Assim, permite desvios rápidos sem sustos e curvas fechadas sem demandar atenção além do necessário.
O EX5 Max tem um pacote ADAS bem completo, com condução semiautônoma que permite curvas suaves e também algumas mais fechadas, dependendo da velocidade. Aliás, o SUV reduz o ritmo para se manter centralizado em certas curvas.
Durante as manobras, possui frenagem automática diante da presença de outro veículo em movimento.
Há muitos alertas a bordo para a aproximação de outros carros em várias situações, inclusive até alerta de placas de sinalização.

Dentro do esperado
O Geely EX5 Max tem um bom pacote de equipamentos e está na faixa de preço esperada, embora o destaque do modelo seja o preço promocional de R$ 195.800 da versão de entrada Pro.
Seja como for, tirando a presença de mais comandos físicos, o que sentimos falta no EX5 Max é uma suspensão mais firme e menos complexidade no ajuste das funcionalidades, daí os velhos botões…
São coisas que a Geely pode resolver sem grande reengenharia, enquanto o restante está mais que agradável em sua oferta.
Já no mercado, o SUV da marca chinesa se mostra apto a enfrentar players como o GAC Aion V por R$ 219.990 (com mais mimos) ou o Chevrolet Captiva EV Premier (mais simples) pelo mesmo preço.
Há também o Leapmotor C10 BEV (autonomia menor), que avaliaremos em breve, por R$ 204.990. Assim, o Geely EX5 Max se apresenta como o mais caro, no entanto, seu equilíbrio entre desempenho e conforto lhe dá alguma vantagem.
Geely EX5 Max 2026 – Galeria de fotos
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