Buggy: modelos, preços, marcas, legislação (2022)

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Praias, dunas e sol, muito sol! É isso o que boa parte dos brasileiros gostam e, num país com mais de 8 mil km de litoral, fora os muitos rios, o veículo ideal para curtir os trópicos é o Buggy.


Bem difundido no Brasil, é um tipo de veículo que não envelhece e continua a divertir turistas ou proprietários em muitos lugares paradisíacos de norte a sul do Brasil.

Ainda que hoje não estejam tão em evidência quanto nos anos 80 e 90, os buggies ainda são parte integrante de cenários litorâneos, especialmente no Nordeste, onde é como carro popular…

Apesar de ser conhecido por todos os que buscam as praias, o Buggy não é uma invenção brasileira e quase virou um carro de produção de grande marca estrangeira.

Hoje, assim como no passado, o trabalho artesanal mantém vivo o Buggy como um carro do verão. Praiano, este veículo essencialmente tem mecânica Volkswagen, mas adotou outras também.

Buggy – o que é?

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Do Meyer Manx aos construtores anônimos pelo país, o Buggy se tornou um automóvel fundamental para difundir uma cultura automotiva nas estâncias balneárias, mas tem suas limitações.

Leve, o Buggy basicamente constitui-se de um chassi tubular de aço com carroceria em fibra de vidro, bem como suspensão robusta e a confiável mecânica Volkswagen.

Os motores variam do boxer a ar até os quatro em linha refrigerados a água, sempre na traseira. Sem teto fixo ou portas, garante a liberdade que donos e turistas desejam.

No passado, o Buggy usava mecânica da VW Brasília e até podia ser rebocado por um motorhome Karmann-Mobil Safari, de tão leve que era.

Hoje, em alguns lugares, como o Rio Grande do Norte, o Buggy criou até sindicato de condutores desse tipo de veículo (“bugueiros”), que é também considerado como um elemento turístico e cultural do Estado.

No país, listamos 13 modelos de Buggy, porém, deve existir bem mais. O motivo para não encontrá-los é que muitos não possuem sites ou mesmo páginas na internet.

Assim, fica difícil saber com exatidão quantos realmente existem no país, mesmo consultando alguns sites especializados em Buggy.

Buggy – legislação

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O Buggy, segundo o Contran, é considerado um veículo automotor como um automóvel comum. Por isso, ele está sujeito às regras de segurança impostas aos carros tradicionais.

Assim, os Buggys são obrigados a ter todos os equipamentos básicos de segurança, tais como faróis (com lanternas), piscas, lanternas traseiras e para-choque (podendo ser uma barra de impulsão).

Além disso, o para-brisa precisa dispor de limpador e lavador, assim como na parte interna, pelo menos para o condutor, é necessário um para-sol retrátil.

Cintos de segurança para até cinco pessoas são admitidos, tal como é obrigatória a barra anticapotamento, muito usada pelos turistas que não necessariamente ficam sentados no banco traseiro…

A instrumentação básica, assim como buzina e demais itens de informação, devem constar.

Na mudança da Resolução n.º 291 do Contran, de 2008, o Buggy foi obrigado a “possuir código de marca/modelo/versão específico”.

Ou seja, assim como um carro de produção em série, a carroceria de fibra de vidro do Buggy tem que constar uma plaqueta de identificação, descrita acima.

Para quem quer um Buggy, outra atenção é em relação ao documento. No CRLV, a Certidão de Registro e Licenciamento de Veículo, deve constar no nome do carro, o termo “Buggy”.

O Buggy, por ser considerado um veículo automotor, não está limitado quanto à circulação por vias públicas.

Ele também pode circular por rodovias e, no caso de praias, apenas nas quais a legislação municipal autorize a circulação de veículos automotores na faixa de areia.

O mesmo em relação aos parques nacionais, estaduais ou municipais, assim como áreas de preservação que liberem a circulação de veículos a combustão.

Para conduzir um Buggy, no caso como proprietário ou emprestado do dono, a CNH mínima exigida é de Categoria B, como num automóvel de passeio.

Já o aluguel, segundo empresas do setor, só é feito mediante condutores acima de 21 anos, mais as exigências de cada locadora. Isso, contudo, pode variar de acordo com a empresa.

Devidamente vistoriado, um Buggy é obrigatoriamente emplacado e deve recolher os tributos comuns, como IPVA, Licenciamento, DPVAT e multas, se houver.

Buggy – marcas e modelos

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Segundo os sites dos fabricantes e outras fontes, como páginas em redes sociais, a lista abaixo relaciona marcas e modelos de Buggy atualmente em produção e comercialização no Brasil.

Algumas marcas possuem mais de um modelo e até preços sugeridos, o que é muito bom para quem está considerando em adquirir um Buggy para o lazer de fim de semana.

Marcas do passado, como Emis e BRM, por exemplo, serviram de base para vários dos modelos listados após suas produções se encerrarem.

Entre os fabricantes atuais, já existe até projeto de um Buggy elétrico, o que deve ser amplamente promovido no Nordeste, onde há muita produção de energia eólica e solar.

Selvagem Buggy

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A Selvagem é uma marca criada no Rio Grande do Norte e consta que existe há pelo menos 45 anos, fabricando o Buggy para a região. Ela não tem um site dedicado e as informações provêm das redes sociais.

Bem simples, usa mecânica Volkswagen a ar e carroceria com linhas sinuosas nas laterais, assim como cobertura em lona parcial ou integral, com vigias transparentes.

Também apresenta faróis quadrados e lanternas com quatro lentes separadas em cada conjunto. O modelo, sem descrição, tem bancos esportivos, faróis de neblina e rodas de liga leve.

Pode-se adicionar engate frontal para o Selvagem ser rebocado. Preço: R$ 45.000 na Tabela Fipe.

Essa é a marca que quer fazer um Buggy elétrico, já tendo iniciado o projeto, que terá autonomia de 200 km.

Fyber 2000

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A Fyber é uma fabricante de Buggy que está estabelecida no Ceará, tendo no mercado nacional dois modelos: 2000 e Star. A empresa basicamente usa mecânica Volkswagen, mas de épocas diferentes.

No caso do modelo Fyber 2000, o cliente pode escolher entre a mecânica a ar 1600, sendo o motor novo (montado) e com peças remanufaturadas, como cambio e suspensões da VW.

Este modelo sai por R$ 69.000, sendo o mais “purista” da gama da Fyber. Por uma diferença de R$ 1.000, pode-se levar o Fyber 2000 com motor VW AP 1.8, incluindo câmbio e suspensão.

Todavia, assim como na mecânica a ar, essa propulsão refrigerada a água usa peças remanufaturadas, mesmo o motor, visto não ser mais produzido. Custa R$ 70.000.

Fyber Star

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O Fyber Star é o mesmo modelo acima, porém, com mecânica VW mais moderna. Tem uma versão com motor EA111 1.6 Flex, sendo este adquirido novo. Contudo, o Star 1.6 Flex tem peças remanufaturadas.

O eixo dianteiro é de Fusca, enquanto o câmbio vem da Kombi 1.4 e a suspensão da clássica da VW com homocinéticas. Como um alento, o painel é digital e o preço é de R$ 75.000.

Já o Fyber Star tem esse mesmo motor, porém, com suspensão dianteira de duplo “A”, assim como a traseira, igualmente com duplo “A”.

Os freios a disco nas quatro rodas são um destaque, assim como painel digital. O cambio de cinco marchas é do VW Gol e o preço é de R$ 85.000.

Super Buggy

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O Super Buggy é fabricado em Japeri-RJ e tem duas versões de motorização, porém, o modelo tem visual moderno, com frente dotada de máscara negra e para-lamas ressaltados.

Pesando de 820 kg, o Super Buggy tem mecânica VW 1.6 Flex com câmbio manual de cinco marchas. As rodas de liga leve são de aro 15 polegadas. O preço é de R$ 99.600.

Com rodas de liga leve estilosas, tem bancos em couro e linhas bem sinuosas, além de alças anticapotamento na traseira, entre outros.

Super Buggy Cross TSI

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Já o Super Buggy Cross TSI pode-se dizer ser um “Super Buggy”. Diferente do modelo acima, este tem painel do VW Up! TSI, inclusive a multimídia, acessório também presente no modelo 1.6 Flex.

Usando motor EA211 1.0 TSI de até 105 cavalos e 16,8 kgfm, o Super Buggy Cross TSI tem rodas de liga leve esportivas R Line, retrovisores aerodinâmicos e capota vermelha. Preço? R$ 199.800.

G.L.M. Buggy M11

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A G.L.M. Buggy M11 tem um visual moderno e faróis duplos com um visual bem expressivo, tendo ainda suspensão dianteira com duplo “A”, assim como traseira com braços arrastados.

Ele também tem freios a disco nas quatro rodas, bem como motor Volkswagen EA111 1.6 Flex com transmissão manual de cinco marchas. O preço não foi divulgado.

Bugre VII

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A Bugre é a marca mais antiga em produção no país e lançou seu primeiro Buggy em 1970.

Após 11 modelos e um projeto, a empresa agora vende o Bugre VII, que tem chassi tubular em duplo “U”.

Utilizando componentes novos, o Bugre VII tem motor 1.6 Flex da VW e transmissão manual de cinco marchas.

Tendo quatro faróis amarelos na frente e lanternas de Fiat Strada atrás, ele agrada visualmente.

Seu preço é de R$ 67.890 e tem garantia para mecânica de seis meses e pintura com 12 meses.

Baby Buggy RS

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O Baby Buggy RS é a opção de entrada do fabricante Beach Buggies e Lanchas, que há 25 anos produz esse tipo de veículo.

O RS tem motor boxer a ar 1600, rodas de liga leve aros 14 polegadas na frente e 15 polegadas atrás, tendo ainda injeção eletrônica remapeada.

Esse modelo RS da Baby Buggy sai por R$ 45.154.

Baby Buggy RS Adventure Top

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Com rodas cromadas aro 15 polegadas, o Baby Buggy RS Adventure Top tem a mesma mecânica, mas com pneus maiores, chegando a 31 polegadas atrás.

Igualmente tendo chassi tubular próprio, o modelo vem com capota de chuva e tem cores chamativas, assim como bancos esportivos.

O preço dessa versão não foi divulgado, mas provavelmente é maior que o do modelo RS.

Baby Buggy RS Evolution

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Já o Baby Buggy RS Evolution é o RS, mas com motor Volkswagen AP 1.8 novo, provavelmente montado, tendo ainda suspensão reforçada e rodas cromadas aros 14 polegadas na frente e 15 atrás.

Com carburador, esse veículo tem câmbio manual e outros equipamentos, como fonte para carregamento de celular, painel completo e bancos Procar.

O preço dessa versão é de R$ 60.205.

Buggy Cauype

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Localizada em Fortaleza, a Buggy Cauype produz um modelo com linhas simples e vincos acentuados nas laterais. Com visual agradável e jovial, o pequeno veículo inspira acelerar pelas dunas.

Ele chama atenção por ter capota de fibra no teto em vez de lona e suas rodas estilizadas em cor branca também se destacam.

Com barra de impulsão na frente e faróis de neblina, o Cauype tem ainda bancos esportivos em estilo concha e cores vivas.

Tendo um chassi tubular desenvolvido pela empresa, o Buggy Cauype tem motor VW 1.6 refrigerado a água com dois radiadores imensos na parte traseiro, evidenciando as altas temperaturas do Ceará.

O preço não foi divulgado.

Fibravan Off Road

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O Fibravan Off Road é outro Buggy de origem nordestina, sendo feito também em Fortaleza. Ele tem mecânica a água da VW, sendo essa composta por um AP 1.8 com carburador.

Utiliza suspensão de Fusca na frente e Kombi atrás, tendo ainda câmbio manual. Com visual simples, o Fibravan Off Road tem ainda versões VIP e Plus.

Por lá, chama atenção por ter bancos de fibra individuais, sendo os traseiros (3) bem elevados. O preço sugerido é de R$ 85.176.

Buggy New Boog

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Trata-se de um Buggy estiloso feito em Pirassununga, interior de São Paulo. Feito pela Metal Nobre, chama atenção não só por seu visual arrojado, mas pela mecânica que emprega.

Com para-brisa curvado, faróis duplos saltando sobre os para-lamas e colunas traseiras curvadas como em um Fusca da última geração, o New Boog tem motorização Toyota.

Um propulsor de quatro cilindros da marca japonesa é acoplado a uma caixa manual da Volkswagen. Único Buggy a não dispor de mecânica VW na lista, o New Boog custa R$ 68.500.

Buggy – história

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Criado por Bruce F. Meyers no final dos anos 60, o Buggy surgiu da necessidade do surfista e fabricante de barcos, de dispor de um veículo leve, aberto e útil para levar sua prancha até a praia.

Assim, Meyers projetou um pequeno carro sem teto, tendo apenas uma barra anticapotamento e um para-brisa, além de carroceria de fibra de vidro.

Utilizando técnicas de construção naval com fibra de vidro, Meyers criou o Meyers Manx, o primeiro Buggy que se tem notícia e com mecânica VW a ar, sendo 1200, 1300, 1500 ou 1600.

Rapidamente o pequeno carro de Meyers fez sucesso e ele até criou uma empresa para produzi-lo em massa. Esta fechou em 1971, mas várias empresas pelo mundo replicaram sua ideia, especialmente aqui.

Buggy – fotos

Autor: Ricardo de Oliveira

Técnico mecânico, formado há 26 anos. Há 15 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz nossos testes e avaliações.