
Quando o preço da gasolina sobe e a instabilidade no Oriente Médio entra no noticiário, o interesse por EVs deixa de ser tendência e vira cálculo diário de quem abastece.
A BYD, que vem sentindo o baque no próprio mercado, decidiu que 2026 será o ano de vencer no exterior e afirmou estar “altamente confiante” em vender 1,5 milhão de NEVs fora da China.
Em março, a montadora entregou 300.222 NEVs somando EVs e híbridos plug-in, um salto de 57% em relação a fevereiro.
Mesmo com a alta mensal, o volume ficou 20% abaixo dos cerca de 377.500 vendidos em março de 2025.
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O mês marcou o sétimo seguido em que a BYD vendeu menos do que no mesmo período do ano anterior, pressionada pela chegada de novos concorrentes de baixo custo.
Para recuperar crescimento, a empresa está mirando Europa, Sudeste Asiático e regiões da América Central e do Sul como motores principais.
Em março, a BYD exportou 120.083 NEVs, uma alta de 65% frente a março de 2025.
Desse total, 119.591 foram carros de passeio e picapes, reforçando que o esforço é amplo e não restrito a nichos.
No acumulado de janeiro a março de 2026, a BYD já vendeu 321.165 NEVs no exterior.
Com produção local em alguns mercados e novos modelos chegando a praticamente todos os segmentos, a empresa sinaliza que enxerga isso apenas como o começo.
Em uma ligação privada com analistas na segunda-feira, a BYD disse, via Reuters, que acredita firmemente que alcançará os 1,5 milhão de NEVs vendidos fora da China em 2026.
A meta é 15% maior do que a projeção de 1,3 milhão em vendas externas que a própria companhia havia indicado em janeiro.
Segundo duas fontes, a BYD comentou que mercados fora da China podem, no futuro, representar metade de suas vendas totais.
Em março, as vendas no exterior já teriam respondido por 40%, e a empresa avalia que chegar a 50% poderia acontecer rapidamente, talvez já no curto prazo.
Com preços de gasolina e petróleo subindo por causa do aumento de tensões no Oriente Médio, a BYD diz estar vendo demanda maior por EVs em vários países.
Em uma concessionária da BYD em Manila, nas Filipinas, a procura teria sido tão forte que um mês inteiro de pedidos foi fechado em apenas duas semanas.
Dominique Poh, vendedor no local, disse à Bloomberg que clientes estão trocando veículos por EVs por causa das altas do petróleo.
Na Tailândia, o primeiro-ministro Anutin Charnvirakul foi visto nesta semana dirigindo um BYD Sealion 07 EV em meio à disparada de gasolina e óleo.
Surapong Paisitpatnapong, porta-voz do grupo automotivo da Federation of Thai Industries, afirmou que antes havia menos otimismo para 2026 por causa do subsídio menor.
Ele acrescentou que, se os preços do petróleo ficarem nos níveis atuais ou subirem mais, a expectativa é de um aumento significativo na demanda por EVs.
Depois de lançar os primeiros veículos com Blade Battery 2.0 e a tecnologia de flash charging, a BYD diz ter visto uma alta recente nos pedidos na China.
Com essas novidades a caminho de mercados externos, a montadora aposta que o ritmo de crescimento acelerará nos próximos meses.
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