
Depois de conquistar a liderança global no mercado de EVs em 2023, a chinesa BYD agora adota uma postura mais cautelosa em relação ao crescimento fora do país.
A marca anunciou que pretende vender 1,3 milhão de veículos elétricos fora da China em 2026, o que representa um crescimento de cerca de 25% em relação aos 1,05 milhão exportados no ano passado.
O número foi divulgado por Li Yunfei, gerente-geral de relações públicas da BYD, durante uma coletiva com a imprensa em Xangai no último sábado.
Apesar da expansão planejada, a meta ficou abaixo das projeções anteriores do mercado, o que gerou frustração entre analistas e investidores.
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Em novembro, o Citigroup havia indicado que a própria BYD falava em alcançar entre 1,5 milhão e 1,6 milhão de unidades vendidas no exterior até 2026.
O recuo nas expectativas revela um cenário mais desafiador para a fabricante, que enfrenta pressão crescente no mercado chinês, tanto pela redução de incentivos quanto pelo aumento da concorrência local.
A China vem diminuindo o volume de subsídios para a compra de EVs, o que afeta diretamente a atratividade dos modelos no maior mercado do mundo.
Além disso, rivais locais como Nio, Xpeng e Li Auto intensificaram suas estratégias comerciais e tecnológicas, ampliando a competição interna por fatias do mercado elétrico.
Nesse contexto, a internacionalização da BYD surge como estratégia central para manter o ritmo de crescimento da empresa nos próximos anos.
A marca já tem presença em dezenas de países, com destaque para mercados emergentes da Ásia, América Latina e Europa Oriental, além de investidas mais recentes na Austrália e em países da África.
Ainda assim, a redução na meta de exportações indica que a empresa está calibrando suas expectativas diante de obstáculos logísticos, regulatórios e geopolíticos.
A expansão da BYD enfrenta barreiras em mercados maduros como EUA e Europa Ocidental, onde questões de segurança, padrões técnicos e tarifas de importação ainda são desafios relevantes.
Mesmo com os números mais conservadores, a BYD mantém vantagem importante sobre concorrentes ocidentais no quesito escala de produção e verticalização de processos.
A companhia fabrica desde baterias até chips e motores, o que permite maior controle de custos e reação mais rápida às variações do mercado.
Para os próximos anos, a chave para BYD será equilibrar o avanço internacional com a sustentação de sua posição doméstica, em um momento em que o setor automotivo global se transforma de forma acelerada.
O mercado agora aguarda atualizações mais detalhadas sobre a estratégia de entrada da marca em novos mercados e como ela pretende superar as barreiras que ainda limitam seu alcance global.
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