
O pior tipo de emissão não é a do caminhão que está carregando carga pesada, e sim a do caminhão parado, queimando diesel por minutos e horas sem produzir nada.
Em paradas de estrada, filas de portos e canteiros de obra, manter a cabine habitável e os dispositivos ligados costuma significar gerador funcionando ou motor diesel em marcha lenta.
A Vanair diz que existe um caminho menos agressivo e mais racional: usar energia solar para reduzir o tempo de ralenti e, com isso, cortar custo, desgaste e poluição.
Segundo a empresa, motoristas de longa distância e de caminhões daycab enfrentam calor e frio severos, além do “hoteling” entre viagens, quando a cabine vira praticamente um quarto.
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Chip Jones, gerente nacional do Electrified Products Group da Vanair, afirma que frotas precisam de aquecimento, resfriamento e energia elétrica confiáveis sem acionar o motor principal.
Ele diz que o objetivo também é proteger ativos caros do desgaste associado ao tempo de marcha lenta, reduzindo horas de motor e manutenção evitável.
A discussão, porém, não é só ambiental, porque a conta pesa no bolso: um caminhão Classe 8 pode consumir quase 4 litros de diesel por hora parado.
Quando isso vira rotina, com 5 a 6 horas por dia ao longo de 200 a 300 dias por ano, a soma resulta em milhares de dólares desperdiçados e mais horas de motor acumuladas.
A aposta da Vanair recebe o nome de EPEQ Solar Assist e é descrita como um “ecossistema” que combina bateria modular com painéis solares flexíveis.
Na prática, a ideia é substituir APUs tradicionais a diesel, alimentando o HVAC da cabine, lift gates e a eletrônica embarcada sem precisar dar partida no motor principal.
A empresa enfatiza que os painéis não servem para tracionar o caminhão, embora possam ser usados em diferentes aplicações, mas sim para manter as baterias carregadas.
Com isso, reduz-se a necessidade de plugar na rede elétrica ou “carregar no braço” usando o próprio motor, mesmo quando a luminosidade é baixa.
A Vanair afirma que seus painéis flexíveis de 1/8 de polegada podem ser aplicados em defletores aerodinâmicos da cabine, teto de reboques e outras superfícies curvas sem suportes elevados.
A durabilidade, segundo a empresa, foi pensada para aguentar mais de 130.000 ciclos de vibração, um ponto crítico para qualquer solução instalada em veículo pesado.
O sistema tem configurações direct-fit para a maioria das plataformas de grandes OEMs, com baterias ELiMENT LiFePO4 de 12 volts em versões de 100 Ah e 200 Ah.
Para entregar energia utilizável no dia a dia, o conjunto pode ser combinado com inversores senoidais puros de 1.000W, 2.000W e 3.000W.
A promessa é alimentar eletrônicos a bordo, recarregar ferramentas sem fio e operar alguns equipamentos em 120V, atacando o problema que custa caro e pode chegar a cifras bilionárias, como US$ 2 bilhões (R$ 10,5 bilhões), quando se olha para o desperdício agregado do setor.
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