Carros elétricos se tornam cada vez mais comuns em explosão de vendas que inclui o Brasil

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O que antes parecia um privilégio restrito a países ricos agora se espalha por todo o planeta: a revolução dos carros elétricos (EVs) está ganhando velocidade em mercados emergentes, com destaque para China, Turquia, Brasil e até Etiópia.

Em 2024, quase todos os carros novos vendidos na Noruega já eram 100% elétricos, e Dinamarca e Califórnia atingiram participações de 68% e 20%, respectivamente.

Mas o dado mais surpreendente vem da Turquia, que alcançou 17% de vendas de EVs — o mesmo patamar da União Europeia — impulsionada pela montadora local Togg, que superou até a Tesla no país.

A pesquisa, realizada pela Ember, revelou que 39 países já possuem mais de 10% das vendas de carros novos compostas por modelos elétricos ou híbridos plug-in, número que em 2019 era restrito a apenas quatro países europeus.

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O avanço não se limita ao Oriente Médio ou ao Sudeste Asiático, segundo reportagem do The Guardian. Brasil, México e Índia já superaram o Japão em vendas proporcionais de elétricos.

Esse salto é explicado por dois fatores principais: a queda no preço dos veículos, liderada por montadoras chinesas como BYD, e o aumento dos subsídios governamentais em diversas nações em desenvolvimento.

Na China, metade dos carros registrados em 2024 já eram elétricos. O país detém cerca de 65% de toda a infraestrutura global de recarga, graças a investimentos maciços nos últimos quatro anos.

Enquanto isso, Etiópia tomou uma decisão radical: baniu completamente a importação de veículos a combustão, tornando-se a primeira nação a adotar uma medida tão rígida.

Outros países também se destacam por razões diferentes. No Nepal, os EVs ganharam popularidade após uma crise de escassez de gasolina provocada por bloqueios há mais de uma década.

Entretanto, o crescimento acelerado dos elétricos desafia a capacidade de resposta em infraestrutura. Fora da China, a maioria dos países ainda não conseguiu expandir sua rede de recarga no mesmo ritmo da frota.

Outro desafio é a desigualdade no acesso. Embora os preços estejam caindo, os carros novos ainda são adquiridos por uma faixa mais rica da população em países de renda média e baixa.

Porém, segundo Robbie Andrew, pesquisador do centro norueguês Cicero, isso está mudando: com a paridade de preços frente aos modelos a combustão, os consumidores tendem a escolher elétricos por serem mais econômicos e modernos.

Na Turquia, inclusive, a escolha do modelo virou marcador político: donos de Togg são vistos como conservadores e nacionalistas, enquanto quem dirige Tesla é associado a perfis seculares e liberais.

No entanto, a imagem da Tesla sofreu abalos no Ocidente, com queda nas vendas em parte provocada pelo comportamento político de Elon Musk, que se aproximou da extrema-direita e alimentou teorias conspiratórias racistas.

Mesmo assim, o cenário global mostra que os carros elétricos deixaram de ser tendência futura para se tornarem presente consolidado — em todas as regiões do mundo.

Se os preços continuarem acessíveis e a infraestrutura acompanhar, o motor a combustão poderá se tornar peça de museu mais cedo do que se imaginava.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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