
O Japão acaba de dar um passo curioso — e ousado — rumo à mobilidade elétrica com o início das entregas do mibot, um mini EV que custa o equivalente a R$ 37 mil e leva apenas uma pessoa.
Com 2.490 mm de comprimento, o mibot é menor que muitos carrinhos de golfe, mas foi projetado para circular legalmente nas ruas e enfrentar o trânsito urbano com eficiência e economia.
A fabricante KG Motors iniciou as entregas em 30 de dezembro, ainda com unidades pré-produção, mas assegura que os carros seguem os mesmos padrões de qualidade da futura versão de linha.
A produção em massa começa oficialmente em abril de 2026, mas até lá, um lote limitado será distribuído aos primeiros compradores.
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O interesse inicial surpreendeu: foram mais de 1.000 pedidos no primeiro mês após a abertura das encomendas no Japão, e já são 2.250 unidades reservadas — mais da metade da meta de 3.300 carros até março de 2027.
O mibot entrega uma autonomia de até 100 km com carga completa, suficiente para deslocamentos diários em áreas urbanas, com baixa manutenção e custo operacional quase nulo.
Apesar de ser monoposto, o veículo consegue carregar dois galões de 18 litros de querosene, prova de que há um mínimo de capacidade de carga para tarefas simples do dia a dia.
Com atualizações remotas via OTA, o modelo poderá receber novas funções com o tempo, algo raro nessa faixa de preço.

O design é simples e funcional, com foco total em usabilidade e praticidade. A ausência de elementos complexos contribui para o custo reduzido e facilita a manutenção.
Para o CEO da KG Motors, Kazunari Kusunoki, a ideia nasceu da frustração de ver SUVs e sedãs grandes circulando por ruas estreitas em cidades japonesas superpopulosas.
A proposta do mibot vai na contramão das tendências globais de carros cada vez maiores, pesados e caros, e aposta em um conceito mais racional de mobilidade urbana.
A empresa pretende entregar 300 unidades no mercado doméstico até março de 2026 e, em seguida, exportar cerca de 3.000 veículos para outros países.

No Japão, os chamados “kei cars” — microcarros populares e acessíveis — já respondem por mais de um terço das vendas de carros novos, mas a maioria ainda é movida a combustão.
O mibot surge como uma alternativa elétrica real nesse segmento, enquanto marcas tradicionais como Honda e Toyota ainda demoram para eletrificar suas linhas compactas.
O N-Box, da Honda, segue como o carro mais vendido do país, mas ainda usa motor a combustão. Uma versão elétrica está prevista apenas para 2027.
Enquanto isso, a KG Motors se antecipa e apresenta um veículo que, apesar de parecer modesto, representa uma nova filosofia de transporte urbano: leve, acessível, simples e eficiente.
Se depender da recepção inicial, o mibot pode mesmo se tornar um ícone da mobilidade elétrica minimalista no Japão — e, quem sabe, inspirar outros mercados a repensarem seus excessos.
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