
A Toyota encerrou 2025 com mais um marco: foi a montadora que mais vendeu carros no mundo pelo sexto ano consecutivo, ampliando a distância em relação à Volkswagen mesmo em um cenário global turbulento.
Com 11,3 milhões de unidades vendidas, incluindo as marcas Daihatsu e Hino, a gigante japonesa cresceu 4,6% em relação ao ano anterior. A produção também subiu, atingindo 11,2 milhões de veículos fabricados no ano.
Enquanto isso, a Volkswagen registrou queda de 0,5% nas vendas globais, totalizando 9 milhões de unidades — uma diferença de 2,3 milhões a favor da Toyota.
O resultado surpreende por ocorrer em meio a disputas comerciais, tarifas punitivas impostas pelos Estados Unidos e a ascensão das marcas chinesas, especialmente no mercado de elétricos.
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Nos EUA, as marcas Toyota e Lexus tiveram alta de 8% nas vendas e quase 10% na produção local, impulsionadas pela retomada do interesse por híbridos. No Japão, que representou cerca de 18% das vendas totais da empresa, o crescimento foi ainda mais expressivo: 12%.
Mesmo com a imposição de uma tarifa de 15% por parte do governo Trump sobre carros e autopeças importados do Japão — um salto em relação à alíquota anterior de 2,5% — a Toyota conseguiu mitigar os impactos ao ampliar a produção em solo americano.
A estratégia ajudou a conter perdas bilionárias que atingiram o setor automotivo japonês como um todo. Outras montadoras não tiveram a mesma sorte.
A Honda viu suas vendas globais caírem 7,5%, chegando a 3,5 milhões de unidades. Na China, seu desempenho foi ainda pior, com queda de 24%. A produção global recuou 9%.
A Nissan também apresentou retração: 3,2 milhões de veículos vendidos, 4,4% a menos que em 2024.
Enquanto isso, a Toyota mostrou resiliência mesmo no mercado chinês, onde marcas locais como a BYD vêm dominando. A BYD entregou 4,6 milhões de veículos em 2025, quase metade deles totalmente elétricos.
Nesse cenário, a Toyota ainda patina nos EVs: foram menos de 200 mil unidades vendidas em todo o mundo, com apenas 4.227 entregues no Japão, um mercado onde os elétricos ainda não deslancham como na Europa e na China.
Apesar disso, a marca japonesa segue liderando com folga graças ao sucesso dos híbridos e à ampla presença global. E mesmo que precise correr atrás no segmento 100% elétrico, sua hegemonia parece, por ora, inabalável.
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