
O mercado de veículos elétricos deve enfrentar um dos anos mais desafiadores da década em 2026, com sinais claros de desaceleração nos principais mercados do mundo.
Após um crescimento de 23% nas vendas globais em 2025, a projeção para 2026 é de avanço bem pequeno, segundo a Bloomberg — um ritmo muito abaixo do esperado em um setor que vinha em expansão contínua.
Nos Estados Unidos, o cenário é ainda mais preocupante: as vendas de carros elétricos devem cair 15% no ano, marcando o que especialistas já chamam de “inverno elétrico”.
A reversão começou com a decisão do governo Trump de encerrar o crédito fiscal federal de US$ 7.500 para a compra de EVs, medida popular entre consumidores e essencial para estimular o mercado.
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Além disso, regras de eficiência energética também foram afrouxadas, enfraquecendo o impulso rumo à eletrificação.
Em novembro, as vendas de elétricos no país despencaram 41% em relação ao mesmo mês do ano anterior — um indicativo do que está por vir nos próximos meses.
A crise não é exclusiva dos americanos: a China, maior mercado de EVs do planeta, também projeta um ano de crescimento tímido em 2026.
Depois de um salto de 27% nas vendas em 2025, analistas esperam que o avanço em 2026 seja de apenas 13%, refletindo cortes nos subsídios do governo e novas limitações no programa de renovação de frota.
O governo chinês, que vinha oferecendo isenção total de impostos para EVs, reduzirá pela metade o benefício a partir do ano que vem, esfriando o ímpeto de compra.
Medidas como essas buscam conter a guerra de preços entre montadoras locais, que tem pressionado margens de lucro e desacelerado o setor.
Na Europa, o golpe veio com o recuo na meta de banir carros a combustão até 2035, decisão que esvaziou o discurso pró-eletrificação e deu mais liberdade às montadoras para adiar sua transição.
Embora a Comissão Europeia afirme manter o compromisso com veículos zero emissão, o mercado já interpreta o recuo como um sinal de que a eletrificação enfrenta resistência crescente.
Diante desse panorama, 2026 promete ser um ano duro para quem aposta no futuro elétrico da mobilidade, com fabricantes repensando estratégias e consumidores hesitando diante de preços altos e incertezas regulatórias.
Consultores do setor ainda apontam para uma possível retomada em 2027 e 2028, à medida que novas tecnologias e modelos mais acessíveis comecem a chegar às ruas.
Até lá, o setor precisará resistir a uma tempestade global que mistura retrocessos políticos, cortes de incentivo e o esfriamento do entusiasmo popular pelos EVs.
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