
O mercado automotivo global terminou 2025 com uma nova configuração de forças e protagonismo chinês sem precedentes.
Com 34,35 milhões de unidades vendidas, a China foi responsável por 35,6% de todos os carros comercializados no mundo.
Esse número representa um crescimento anual de 9%, muito acima da média global de 5% registrada no ano.
Para efeito de comparação, os EUA venderam 16,72 milhões de unidades, com um crescimento tímido de 1%.
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A Índia apresentou alta mais robusta, de 7%, com 5,58 milhões de unidades, enquanto Japão e Alemanha cresceram 3% e 1%, respectivamente.
Na outra ponta, a Rússia enfrenta retração aguda, enquanto o México dá sinais de desaceleração, apesar de ainda ser um destino importante para as exportações chinesas.
A América do Sul, por sua vez, mostrou bom desempenho em países como a Argentina, reforçando o apelo regional dos veículos chineses.
O avanço chinês não é recente, mas o ritmo vem se acelerando: de 30% de participação média entre 2016 e 2018, o país caiu para 29% em 2019, mas voltou a crescer desde 2020.
Em 2022, a fatia chinesa subiu para 33,5%, depois 33,8% em 2023 e 34,2% em 2024, até atingir os atuais 35,6%.
Nos picos de novembro e dezembro de 2025, a China chegou a concentrar 40% e 37% do mercado global, respectivamente.
Entre as montadoras, três fabricantes chinesas estão agora entre as dez maiores do mundo.
A BYD aparece em 5º lugar com 5,4% de participação, mesma porcentagem da Renault-Nissan.
Logo depois vem a Geely em 7º, com 4,6%, e a Chery em 10º, com 3,7%, superando marcas como Mercedes-Benz e Honda.
A liderança segue com a Toyota (10,8%), seguida por Volkswagen (8,9%) e Hyundai-Kia (7,4%).
Outro dado impressionante vem das exportações: a China enviou 8,32 milhões de veículos ao exterior em 2025, alta de 30% sobre o ano anterior.
Desse total, 3,43 milhões foram EVs e híbridos, um salto de 70%, mantendo o país como o maior exportador mundial pelo terceiro ano consecutivo.
Apesar disso, o preço médio dos veículos exportados caiu para US$ 16.000 (cerca de R$ 83.900), influenciado pela menor participação da Tesla nas exportações.
As vendas internacionais cresceram em mercados estratégicos como Oriente Médio, América Central, América do Sul e Europa, com o México liderando como principal destino.
Com a escalada das exportações e o fortalecimento doméstico, a indústria automotiva chinesa consolida sua hegemonia em velocidade cada vez maior.
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