
A Uber já acostumou motorista a viver no modo “aceita ou recusa”, mas o próximo passo pode ser mais radical: reduzir a dependência de gente ao volante com robotáxis.
A Nissan continua em situação delicada e, depois de as negociações de “integração de operações” com a Honda terem travado em fevereiro, a relação voltou apenas no formato de cooperação.
Um dos atritos centrais era tecnologia autônoma, porque a Nissan já trabalha com a britânica Wayve Technologies, enquanto a Honda prefere desenvolver tudo internamente.
Agora, a Nikkei Asia diz que a Nissan está em conversas finais com a Uber, que já vinha se aproximando do projeto tocado por Nissan e Wayve.
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A ideia é ter táxis autônomos operando em vários países nos próximos anos usando essa tecnologia, o que ajuda a explicar por que a Nissan relutou em “matar” o programa numa fusão.
Um insider da Nissan afirmou à Nikkei Asia que a tecnologia da Wayve é algo que montadoras tradicionais não têm, e por isso a parceria precoce seria o melhor movimento.
Essa visão bate de frente com a postura atribuída à Honda, resumida como “se não fizermos nós mesmos, não faz sentido”, o que expõe um estranhamento.
Hoje, a Nissan está no nível 2+ de condução autônoma, que permite mãos fora do volante em situações específicas, mas nunca olhos fora da via.
O objetivo final do setor é chegar ao nível 5, com autonomia total e sem qualquer necessidade de motorista, mas ninguém garante quando isso vira realidade comercial.
Fundada em 2017 por pesquisadores da Universidade de Cambridge no Reino Unido, a Wayve aposta em um “motorista de IA” autoaprendente usando apenas câmeras.
O caminho dela contrasta com abordagens que combinam mapeamento 3D, LiDAR e regras codificadas, como no caso de empresas como a Waymo.
A Wayve afirma que seu sistema pode rodar no hardware que a montadora já utiliza, mesmo citando o uso atual de um system-on-a-chip Orin.
Para a Nissan, a aposta é gigantesca porque serviços de táxi autônomo ainda não se provaram como modelo de negócio, apesar do hype e da busca por legislações favoráveis.
O texto aponta que a Nissan se complicou ao correr direto para EVs e praticamente pular híbridos, e que agora pode ter sacrificado a fusão para sustentar a aposta na Wayve.
Enquanto Tesla ainda não colocou um serviço de robotáxi em jogo, a Waymo, com LiDAR, segue à frente operando em cidades dos EUA, o que aumenta a pressão.
Mesmo sem fusão, uma fonte citada diz que a Honda considera fornecer powertrains híbridos para a Nissan na América do Norte, justamente o tipo de solução que a Nissan precisa no curto prazo.
A lógica é simples e dura: se a Nissan não sobreviver no presente e no médio prazo, investir em autonomia e robotáxis vira um luxo que ela talvez não consiga bancar.
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