Era para ser só troca de óleo, mas derrubaram o Corvette com apenas 3.000 km, que voltou torto e quebrado: até onde vai a confiança no mecânico?

corvette novinho caiu elevador (1)
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Levar o carro para uma simples revisão já é suficiente para tirar o sono de qualquer um, mas vira revolta quando o veículo é quase zero e sai pior do que entrou.

Foi isso que aconteceu com Jared George, no Texas, depois de levar seu Corvette 2024 com apenas 3.000 milhas de uso para uma troca de óleo em uma concessionária não identificada.

Segundo ele, ao chegar em casa notou uma gota de óleo no chão da garagem e, ao olhar por baixo, percebeu sinais claros de vazamento.

George voltou à loja para que o vazamento fosse diagnosticado e corrigido, só que o que era inconveniente virou um caso muito mais sério dentro da oficina.

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Em um grupo do Facebook voltado a donos de C8 nas versões Z06, ZR1 e E-Ray, ele contou que o técnico tentou posicionar o carro no elevador e o veículo escorregou.

Derrubar um carro de um elevador quando ele já está quase na altura máxima não é um “susto”, e as fotos divulgadas indicam danos importantes na carroceria e em partes da estrutura.

O choque maior é que não se tratava de um Stingray básico, e sim de um Corvette Z06 com o pacote de performance Z07, exatamente o tipo de carro que comprador costuma mimar.

corvette novinho caiu elevador (2)
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Nessa configuração, o esportivo traz motor V8 5,5 litros com 679 cv e 63,6 kgfm, além de giro máximo de 8.600 rpm, números que elevam expectativa e também o custo de qualquer erro.

O pacote Z07 acrescenta acerto de suspensão específico com controle magnético, freios Brembo de carbono-cerâmica e pneus Michelin Pilot Super Sport Cup 2R voltados para uso extremo.

O carro ainda tinha os painéis aerodinâmicos de fibra de carbono oferecidos pela Chevrolet, combinação que colocaria o preço de um zero-quilômetro por volta de US$ 160.000 [R$ 838.900].

A partir daí, a conversa no grupo explodiu, com sugestões que iam de ironias pedindo um ZR1 novo até gente defendendo, sem sarcasmo, que a solução deveria ser a troca do veículo.

Houve também quem cravasse que a concessionária teria obrigação legal de substituir o carro e quem afirmasse que um reparo jamais devolveria a integridade de um esportivo desse nível.

George não revelou qual foi a concessionária, e a decisão fez sentido porque o tópico passou de 6.000 respostas antes de os moderadores encerrarem os comentários.

A exposição pública pode virar uma campanha de ataques que cria mais dor de cabeça para o proprietário do que ajuda a acelerar uma solução prática.

No fim, o rumo tende a depender das seguradoras envolvidas, a do dono e a do estabelecimento, já que a substituição de painéis de fibra de vidro é simples, mas o chassi é outra história.

Mesmo que a parte externa seja trocada com facilidade, ninguém consegue garantir de imediato o que mais foi afetado quando o carro sofre torção fora das condições para as quais foi projetado.

E ainda existe o ponto mais indigesto: a perda de valor por “histórico” em um superesportivo assim, porque consertar é uma coisa, mas convencer o mercado de que ficou perfeito é outra.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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