Exigência legal: Carros sem frenagem automática vão ser proibidos de serem vendidos na China dentro de três anos

A China acaba de dar um passo decisivo em direção à segurança veicular ao anunciar que, a partir de 1º de janeiro de 2028, todos os veículos leves — incluindo picapes e caminhonetes de até 3,5 toneladas — deverão obrigatoriamente contar com sistemas de frenagem automática de emergência (AEB).

O novo regulamento, batizado de GB 39901—2025, expande o escopo da norma anterior, que era apenas recomendada e limitada a carros de passeio como sedãs, SUVs e minivans.

Agora, ele passa a valer também para a categoria N1, que inclui veículos comerciais leves como mini-trucks e picapes, ampliando a cobertura em cerca de 30%.

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Mais do que uma simples atualização técnica, a norma representa uma guinada na abordagem do país à segurança viária.

Entre as exigências inéditas, o novo padrão obriga que os sistemas AEB reconheçam e reajam não só a veículos, mas também a pedestres, ciclistas e usuários de patinetes.

Esses grupos, classificados como “usuários vulneráveis”, deverão ser detectados e protegidos dentro da faixa de velocidade de 20 a 60 km/h.

Segundo dados oficiais, mais de 30% dos acidentes com veículos leves na China envolvem esses usuários vulneráveis.

Colisões nessa faixa de velocidade também estão entre as mais comuns no trânsito urbano chinês, especialmente nas grandes cidades.

O sistema AEB funciona por meio de sensores como câmeras e radares de ondas milimétricas, monitorando constantemente o que acontece à frente do veículo.

Ao detectar risco de colisão, ele emite um alerta e aciona automaticamente os freios para evitar ou reduzir o impacto.

Em 2025, mais de 60% dos carros novos vendidos na China já contavam com AEB de fábrica, segundo o portal local ITHome.

Com essa nova regulamentação, a expectativa é que o índice atinja os 100% até o fim da década.

Além de reforçar a proteção dos mais frágeis nas vias, o governo chinês também espera padronizar a tecnologia entre os fabricantes, reduzindo as variações de desempenho entre sistemas AEB oferecidos por diferentes marcas.

Esse movimento coloca a China à frente de muitos países em termos de legislação de segurança ativa, transformando o que antes era um diferencial opcional em uma obrigação técnica.

O impacto também será sentido fora do país: montadoras internacionais que produzem ou vendem veículos na China terão que se adequar ao novo padrão, o que pode acelerar a adoção global da tecnologia.

Com a medida, a China sinaliza que pretende não apenas liderar a eletrificação, mas também estabelecer novos referenciais em segurança automotiva.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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