
No momento em que quase todo mundo fala em EVs e plataformas dedicadas, a Lincoln parece ter escolhido um caminho bem mais tradicional para seu futuro ícone de luxo.
Fontes ligadas à marca apontam que a divisão premium da Ford trabalha em um SUV parrudo de chassi sobre longarinas para enfrentar diretamente Mercedes-Benz G-Class e Land Rover Range Rover.
Esse novo modelo usaria a base do Ford Bronco, com duas fileiras de bancos, combinando a robustez do 4×4 raiz com acabamento e refinamento dignos dos Lincoln mais caros.
Na prática, imagine a silhueta e a postura de um Bronco, porém com frente estilizada ao gosto da Lincoln, linhas mais suaves de carroceria e linguagem visual próxima da Navigator atual.
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O Bronco mede cerca de 189,5 polegadas de comprimento e tem entre-eixos de 116,1 polegadas, dimensões muito próximas do Lincoln Nautilus, que fica em torno de 193,2 polegadas e 114,2 polegadas de entre-eixos.
A diferença é que, em vez de um SUV monobloco mais urbano como o Nautilus, o novo projeto aposta na receita clássica de off-roader de luxo, do tipo que encara trilhas e tapete vermelho.
O lançamento é esperado para a faixa de 2029 a 2030, e deve se antecipar à próxima geração do próprio Bronco, prevista apenas para o ano-modelo 2031.
Isso abre espaço para o futuro Lincoln compartilhar muitos componentes, eletrônica e soluções estruturais do próximo Bronco, mesmo usando a base de longarina como ponto de partida.

Nos bastidores, fala-se que essa novidade pode colocar em xeque o destino do Nautilus, já que os dois ocupariam posições parecidas em tamanho, porém com propostas técnicas bem diferentes.
Ao mesmo tempo, a Ford já decidiu encerrar Lincoln Corsair e Ford Escape após 2026, liberando a fábrica de Louisville, nos EUA, para produzir a próxima leva de veículos elétricos da marca.
Esse complexo industrial será transformado em polo de EVs, com o primeiro produto sendo uma picape elétrica de porte parecido com a Maverick, programada para estrear em 2027.
O plano do CEO Jim Farley é concentrar os novos elétricos em categorias menores de uso urbano, com preços entre US$ 30 mil e US$ 35 mil, algo como de R$ 154 mil a R$ 180 mil.
Nessa lógica, um Lincoln elétrico grande não entra na conta, e a marca premium deve seguir focada em modelos de maior porte com opções a combustão e versões elétricas de alcance estendido.
Farley já adiantou que veículos maiores, comprados por sua capacidade de reboque e carga, tendem a usar sistemas do tipo EREV, com motor a combustão atuando como gerador.
Dentro desse cenário, o novo Lincoln baseado no Bronco apareceria como candidato natural a topo de gama, possivelmente posicionado acima do Navigator, hoje partindo de cerca de US$ 94.890, por volta de R$ 487 mil.
Considerando que um Range Rover 2026 começa em aproximadamente US$ 115.450, algo em torno de R$ 592 mil, um Lincoln com interior nível Black Label poderia facilmente jogar nessa mesma faixa.
O movimento deixaria a Lincoln com um SUV de luxo realmente “aspiracional” para disputar de igual para igual com os grandes nomes europeus do off-road premium.
Se a estratégia der certo, a Ford criará uma divisão clara: EVs compactos e relativamente acessíveis de um lado, e, do outro, um Lincoln de chassi de Bronco para brigar pelo topo do segmento.
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