
Quando a Honda revelou o Super-ONE EV, muita gente achou que ele seguia a mesma receita da Hyundai. Afinal, o compacto elétrico também simula trocas de marcha e sons de motor a combustão.
Mas a semelhança termina na ideia geral, porque a execução da Honda segue um caminho bem diferente. Ao contrário de outros EVs esportivos, o Super-ONE não copia motor, câmbio ou caráter de nenhum modelo existente.
Esse detalhe não é acidental, e faz parte central da filosofia adotada pelos engenheiros do projeto. A Hyundai, por exemplo, usou o motor e o câmbio do Elantra N como base para o Ioniq 5 N.
Isso deu familiaridade, mas também gerou críticas por limitar a personalidade de um EV muito mais potente. A Honda decidiu evitar esse atalho desde o início do desenvolvimento do Super-ONE.
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Segundo a equipe técnica, reproduzir um powertrain real criaria comparações inevitáveis e restrições desnecessárias. Sem um motor físico, o elétrico não precisa respeitar limites mecânicos tradicionais.
A Honda aproveitou essa liberdade para criar um câmbio virtual totalmente novo. O sistema simula sete marchas com relações curtas, desenhadas apenas para maximizar envolvimento ao volante.
Não é uma réplica de DCT algum usado em modelos atuais ou antigos da marca. Cada relação foi pensada para provocar trocas frequentes em estradas sinuosas.
O objetivo não era realismo absoluto, mas interação constante com o motorista. O mesmo raciocínio foi aplicado ao som do “motor” do Super-ONE.

Em vez de copiar o ronco de um Type R ou de um esportivo clássico, a Honda criou algo inédito. A base lembra um quatro cilindros moderno, mas com camadas adicionais de graves e variações.
Em alguns momentos, o som sugere algo maior, quase como um V6 ou até um V8. Nada disso corresponde a um motor real, e essa é justamente a intenção.
O resultado é uma identidade sonora própria, sem compromissos com o passado. Isso evita comparações diretas e impede que o carro pareça uma imitação digital.
A Honda acredita que EVs não precisam fingir ser modelos antigos para serem divertidos. Para os engenheiros, copiar um powertrain existente seria desperdiçar o potencial do elétrico.
O Super-ONE nasce como um hot hatch com personalidade própria, não como homenagem reciclada. Mesmo sendo um protótipo, o projeto já deixa claro esse posicionamento.
A marca vê essa abordagem como o futuro dos esportivos elétricos compactos. Criar emoção nova, em vez de reproduzir sensações antigas, virou prioridade.
Com isso, o Super-ONE mostra que sons falsos e câmbios simulados podem ser autênticos. Basta não tentar copiar algo que nunca precisou existir dentro de um carro elétrico.
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