
Com o bolso dos consumidores cada vez mais apertado, a Honda decidiu reavaliar sua estratégia global e se reposicionar como uma marca acessível — algo que, segundo a própria montadora, estava começando a se perder.
O vice-presidente de vendas da Honda nos EUA, Lance Woelfer, afirmou que o foco agora será em versões mais baratas dos modelos já existentes, deixando de priorizar apenas configurações topo de linha.
A ideia é que modelos como Civic e CR-V voltem a ser facilmente encontrados nas versões LX, com preços a partir de R$ 130 mil, em vez de dominar os estoques com versões de mais de R$ 170 mil.
Isso não significa que todos os modelos seguirão essa lógica: no caso do Passport, por exemplo, a versão TrailSport responde por 80% das vendas, e não haverá incentivo para promover versões mais básicas.
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A estratégia de “valor acessível” não se limita aos carros novos. A Honda pretende dar mais importância ao programa de seminovos certificados, que já é líder nos EUA nas categorias em que atua.
Recentemente, a marca passou a incluir modelos com até 10 anos de uso no programa de certificação, sendo uma das primeiras a adotar esse tipo de abordagem mais abrangente.
Além disso, planeja também oferecer leasing para veículos usados certificados — o que pode atrair um público que hoje não consegue financiar um zero-quilômetro.
A divisão premium Acura também entra nesse movimento, com foco em versões mais acessíveis do Integra e do novo SUV compacto ADX, que vêm ganhando participação em seus respectivos segmentos.
Atualmente, o Integra representa 38% das vendas do segmento nos EUA, enquanto o ADX já ocupa 28% em sua faixa de mercado — números que a marca pretende ampliar com preços mais competitivos.
Enquanto isso, a linha mais cara da Honda segue seu próprio caminho: o Civic Type R, por exemplo, já beira os R$ 250 mil nos EUA, mesmo sem grandes mudanças na versão 2026.
Mas nem só de carro vive o futuro da Honda. A montadora anunciou que ainda em 2026 lançará seu primeiro trailer, batizado de Honda Base Station, um modelo compacto e dobrável voltado para o mercado de lazer.
Essa iniciativa faz parte de um esforço mais amplo para diversificar produtos e atrair novos perfis de consumidores, aproveitando a imagem de marca confiável em novos segmentos.
Além disso, a aguardada linha de EVs chamada Series 0 continua confirmada para a segunda metade do ano, com produção flexível na fábrica de Ohio, que agora poderá fabricar modelos a combustão, híbridos e 100% elétricos simultaneamente.
A nova fase da Honda sinaliza um reposicionamento claro: menos luxo como padrão, mais foco no essencial e no custo-benefício — seja em carros novos, usados ou até trailers.
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