
A Hyundai Motor encerrou qualquer possibilidade de voltar a produzir na Rússia, ao deixar expirar a opção de recompra de sua antiga fábrica no país.
A decisão confirma o afastamento definitivo da montadora sul-coreana do mercado russo, quatro anos após a eclosão da guerra na Ucrânia.
Em meio às sanções econômicas do Ocidente e ao colapso das cadeias de suprimento e de pagamento, a operação local da Hyundai foi suspensa e depois vendida.
A venda do complexo industrial aconteceu em 2024, quando a empresa transferiu a planta para o grupo russo AGR Automotive por um valor simbólico de 140 mil wons — cerca de R$ 505.
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Na época, o acordo incluía uma cláusula de recompra válida por tempo limitado.
Esse prazo expirou em janeiro de 2026 sem que a montadora exercesse o direito, selando o encerramento da atividade fabril da marca no país.
A Hyundai, que atuava junto à Kia como a principal fabricante estrangeira na Rússia antes da guerra, agora mantém apenas serviços de pós-venda para os veículos que circulam por lá.
Em nota, a empresa reforçou o compromisso com reparos em garantia e atendimento ao cliente, apesar da ausência de produção local.
Nos bastidores, fontes já indicavam que a montadora não pretendia retomar a fábrica.
Em dezembro, a Reuters revelou com exclusividade que o conflito prolongado na Ucrânia tornava inviável qualquer plano de retorno à operação industrial no país.
Enquanto Hyundai e outras fabricantes internacionais se retiravam do mercado russo, marcas chinesas aproveitaram o vácuo e ampliaram sua presença de forma acelerada.
Hoje, empresas como Chery, Haval e Geely ocupam posições antes dominadas pelas montadoras sul-coreanas e ocidentais.
Esse reposicionamento mudou completamente a dinâmica do mercado automotivo russo, consolidando a influência crescente da indústria automobilística chinesa em territórios antes controlados por players tradicionais.
A guerra, além de paralisar linhas de produção, expôs os riscos geopolíticos que afetam decisões estratégicas de longo prazo.
No caso da Hyundai, a escolha de não retomar o ativo sinaliza uma reavaliação profunda de prioridades em meio a um cenário internacional cada vez mais volátil.
A empresa não detalhou se haverá alguma compensação financeira adicional ou medidas legais futuras relacionadas à fábrica.
Por ora, o foco parece estar em manter a imagem da marca entre os consumidores russos que ainda rodam com modelos da Hyundai.
Com a porta russa fechada, a empresa concentra seus esforços em mercados mais estáveis e em projetos de expansão global, longe de zonas de conflito.
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