
Quem circula pelas ruas dos EUA ou Japão já percebeu: os carros híbridos da Toyota estão por toda parte — e isso é só o começo.
A maior montadora do mundo pretende aumentar sua produção de híbridos em 30% nos próximos dois anos, alcançando 5 milhões de unidades em 2025 e até 6,7 milhões até 2028.
Em 2023, a Toyota vendeu 10,5 milhões de veículos globalmente, dos quais 4,99 milhões eram eletrificados, sendo 4,43 milhões híbridos convencionais.
Com o novo plano, a empresa espera que os híbridos representem cerca de 60% de suas vendas totais até o fim da década, uma fatia ainda maior do que os atuais 50%.
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Isso significa que o crescimento dos modelos híbridos superará com folga o ritmo de expansão da produção geral da marca, que deve aumentar apenas 10% até 2028.

Boa parte desse salto virá dos investimentos nos Estados Unidos, onde a Toyota pretende injetar US$ 10 bilhões — cerca de R$ 50 bilhões — nos próximos cinco anos.
Cinco fábricas serão modernizadas para atender à demanda crescente por conjuntos híbridos e seus componentes.
Modelos populares como o RAV4 híbrido, recém-lançado, e as versões eletrificadas do Camry e da picape Tacoma são os grandes trunfos da marca em solo americano.
Até 2028, a Toyota também começará a montar o Corolla híbrido em sua planta no Mississippi.
A curiosidade está no silêncio em torno dos EVs puros: a empresa não detalhou metas de aumento de produção nem novas plataformas 100% elétricas no curto prazo.

Fontes apontam que, com a atual administração americana reduzindo incentivos aos EVs e diante da possibilidade de Donald Trump retornar à presidência, a Toyota prefere apostar em soluções híbridas, mais flexíveis e menos dependentes de infraestrutura.
Enquanto governos nos EUA e Europa freiam subsídios e metas agressivas para elétricos puros, os híbridos ganham tração.
Segundo a consultoria GlobalData, a previsão de vendas globais de híbridos em 2030 subiu de 26,2 para 29 milhões de unidades.
Hoje, a Toyota lidera esse mercado com 58% de participação mundial e tudo indica que esse domínio não será ameaçado tão cedo.
Ao manter sua estratégia de múltiplos tipos de motorização — híbridos, híbridos plug-in e elétricos — a montadora japonesa se coloca em posição de vantagem, sem depender exclusivamente de uma única tecnologia.
O recado é claro: enquanto outros fabricantes revisam planos e enfrentam obstáculos na adoção em massa dos EVs, a Toyota segue acelerando, mas com os pés firmes no chão.
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