
Com a reunião planejada entre o presidente Donald Trump e o presidente Xi Jinping no horizonte, o setor automotivo dos EUA resolveu subir o tom contra as montadoras chinesas.
Líderes de cinco grupos da indústria enviaram em 12 de março uma carta ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, e a outros membros do alto escalão do governo.
No documento, os signatários afirmam que a tentativa da China de “dominar” a indústria global e ganhar acesso aos EUA representa ameaça direta à competitividade americana.
Eles também citam riscos à segurança nacional e à base industrial automotiva dos Estados Unidos, colocando o tema além de uma disputa comum de mercado.
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Segundo a carta, políticas chinesas permitem que o setor doméstico venda veículos a preços injustamente baixos, o que distorceria a concorrência para fabricantes instalados nos EUA.
O lobby ainda aponta o Canadá como possível “porta dos fundos”, alegando que a entrada de veículos chineses por lá pode facilitar a chegada dessas marcas ao mercado americano.
A preocupação ganhou urgência após o anúncio canadense de isentar até 49.000 EVs fabricados na China por ano de tarifas pesadas, em uma guinada de política.
Além disso, o governo do Canadá passou a incentivar a criação de uma planta automotiva sino-canadense, sinalizando abertura para produção local vinculada à China.
A BYD Co., que recentemente superou a Tesla Inc. como maior vendedora de EVs do mundo, disse nesta semana à Bloomberg News que considera ativamente construir fábrica no Canadá.
O texto também destaca que a BYD já ocupa parcela significativa das vendas de novos veículos elétricos e híbridos plug-in no México, ampliando a proximidade com os EUA.
Para os grupos americanos, montadoras chinesas se beneficiaram de roubo de propriedade intelectual e de subsídios governamentais “extensos”, vendendo abaixo do preço de mercado.
A carta foi assinada pelos chefes da Alliance for Automotive Innovation, American Automotive Council, Autos Drive America, MEMA e National Automobile Dealers Association.
Essas entidades dizem representar praticamente toda a indústria automotiva dos EUA, incluindo General Motors Co., Toyota Motor Corp., Volkswagen AG, concessionárias e fornecedores.
O recado final é que o governo não deveria permitir que fabricantes chineses “contornem” restrições existentes montando fábricas em solo americano.
O argumento é que as distorções permaneceriam, seja com veículos importados da China ou produzidos nos EUA, em apelos também enviados a Marco Rubio, Howard Lutnick e Jamieson Greer.
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