
Quando até uma marca tradicionalmente pragmática como a Mercedes começa a cortar modelos familiares, fica claro que a era das MPVs entrou em modo de extinção.
A ascensão dos SUVs nas últimas décadas já tinha sufocado peruas, hatches e sedãs, mas a pancada mais dura foi nas minivans, e o B-Class está perto do fim.
Em entrevista exclusiva à Auto Express, Robert Lesnik, diretor de design exterior da Mercedes, afirmou que o “B-Class definitivamente não tem futuro”.
A declaração veio no contexto da ampliação da cobertura de EVs da marca, incluindo o novo Electric A-Class, que puxa a estratégia de eletrificação para mais faixas.
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A Mercedes planejava inicialmente quatro modelos sobre a plataforma Mercedes-Benz Modular Architecture, a MMA, reunindo o CLA sedã e a Shooting Brake, além do novo GLB e do futuro GLA.

Com a chegada do Electric A-Class, o total passa a cinco em alguns anos, mas a empresa deixou claro que não pretende abrir espaço para um B-Class elétrico.
Lesnik resumiu a razão de forma direta ao dizer que as pessoas migraram para SUVs e que os SUVs “mataram” o mercado de MPVs.
Nesse cenário, a marca já enxerga o novo GLB como sucessor natural do B-Class, e a proposta é reforçada por ele vir com sete lugares de série.
O GLB, assim como o CLA, também terá motorização híbrida, sinalizando que a Mercedes quer praticidade familiar em formato de SUV, não de minivan.
O primeiro B-Class apareceu em 2004 com carroceria típica de MPV, ampliando a versatilidade do A-Class, que servia de base técnica.

Na segunda geração, lançada em 2011, o B-Class passou a usar a mesma plataforma MFA do A-Class, já então transformado em hatch familiar, mas manteve o formato de MPV.
Esse desenho foi preservado na geração atual, em linha desde 2018, oferecendo motores a gasolina, diesel e versões híbridas plug-in.
A permanência, porém, não impediu a perda de relevância em um mercado que premia altura de rodagem, posição de dirigir elevada e imagem de SUV acima de tudo.
Hoje, o B-Class parte de £36,215 (R$ 251.900), ficando £4,365 (R$ 30.400) acima do A-Class de entrada, diferença que pesa num segmento cada vez mais pressionado.
Com a MMA abrindo caminho para novos EVs e o GLB assumindo o papel de carro familiar de sete lugares, a Mercedes sinaliza que a “praticidade” mudou de endereço.
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