
O avanço das montadoras chinesas no mercado global já não surpreende, mas o tombo da Ford foi simbólico: pela primeira vez, a marca americana vendeu menos veículos que a BYD.
Em 2025, a Ford somou cerca de 4,4 milhões de unidades no mundo, enquanto a BYD alcançou impressionantes 4,6 milhões, subindo para a sexta posição no ranking global.
A diferença não se deu por acaso: enquanto a Ford ainda tenta se reestruturar na transição para os EVs, a BYD expandiu suas operações com força em todos os continentes.
Mesmo com crescimento no mercado norte-americano, a Ford perdeu tração na Europa e, principalmente, na China, onde sua participação tem encolhido ano após ano.
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A nova geração de marcas locais — como BYD, Geely e até a estreante Xiaomi — tem oferecido EVs acessíveis, com tecnologia embarcada e excelente custo-benefício.
A reação da Ford veio tarde: a montadora já acumula cerca de R$ 101,6 bilhões em prejuízos com sua reorientação para veículos elétricos, sem resultados expressivos até agora.
Enquanto isso, a BYD avança não só dentro da China, mas também fora: suas exportações somaram 1,05 milhão de veículos no ano passado e devem chegar a 1,3 milhão em 2026.
A presença da BYD cresce rapidamente em países da Europa, América do Sul e Sudeste Asiático, mesmo diante de barreiras comerciais como tarifas e cotas.
No Brasil, por exemplo, os modelos da marca já disputam espaço com rivais tradicionais, mesmo com taxas de importação pesadas.
Apesar do sucesso, a BYD terá um 2026 mais desafiador em casa, com o fim de subsídios governamentais e pressão para conter os descontos agressivos nas concessionárias.
Ainda assim, seu crescimento estrutural fora da China compensa a instabilidade no mercado interno, e a marca já é tratada como ameaça real às líderes globais.
Enquanto a Ford se acomoda na sétima colocação, a Toyota segue inalcançável por enquanto, com 11,3 milhões de unidades vendidas e liderança mundial pelo sexto ano consecutivo.
Se o ritmo da BYD continuar, os próximos alvos podem ser Honda e Hyundai, hoje na frente, mas sob risco com a escalada das chinesas.
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