
O grupo BMW divulgou esta semana seus números preliminares de vendas globais referentes a 2025 — e os resultados das marcas subsidiárias, MINI e Rolls-Royce, mostram realidades bem distintas.
A MINI teve um salto significativo no volume de entregas ao longo do ano, crescendo 17,7% em relação a 2024 e alcançando 288.290 unidades vendidas.
Apesar da recuperação, o desempenho ainda está distante do recorde histórico da marca britânica, registrado em 2017 com 372.194 veículos.
Uma das limitações para um crescimento mais agressivo está no mercado norte-americano, que ficou de fora dos lançamentos dos novos Cooper e Aceman elétricos.
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Cerca de um terço de todos os MINIs vendidos em 2025 foram 100% elétricos, o que destaca ainda mais o impacto da ausência desses modelos nos EUA.

Vale lembrar que o BMW iX1 e iX2 também não são oferecidos no mercado americano, sinalizando uma estratégia ainda limitada para certos EVs no país.
Já a Rolls-Royce teve um desempenho mais tímido no ano, com queda de 0,8% nas entregas, somando 5.664 veículos vendidos.
O SUV Cullinan manteve a liderança como modelo mais vendido da marca de luxo.
A surpresa ficou por conta do novo cupê elétrico Spectre, que superou o sedã Ghost e ficou em segundo lugar no ranking interno.
Mesmo com volumes ligeiramente menores que em 2023 — ano recorde com 6.032 unidades — a Rolls-Royce não tem motivos para se preocupar.

Isso porque o lucro da marca não depende da quantidade, mas sim das margens altíssimas obtidas em modelos personalizados.
As encomendas sob medida dobraram em relação ao ano anterior, tornando 2025 um ano possivelmente ainda mais lucrativo.
O nível de personalização e exclusividade desses carros faz com que cada unidade tenha um valor substancialmente maior que os modelos de linha.
No horizonte do grupo, uma das apostas é transformar a ALPINA em uma submarca de luxo com identidade própria.
A BMW adquiriu os direitos da marca em 2022 e prepara o lançamento do primeiro modelo sob essa nova fase.

O sedã, baseado no facelift da Série 7, deve ser revelado ainda este ano, mas só chegará ao mercado em 2027.
Além dele, o X7 de segunda geração também receberá uma versão ALPINA.
A proposta é posicionar os futuros ALPINAs entre os modelos topo de linha da BMW e os Rolls-Royce Ghost e Cullinan.
Com isso, a marca pretende concorrer diretamente com a Mercedes-Maybach, oferecendo versões ultraequipadas de seus veículos mais luxuosos, mas com o toque artesanal e esportivo característico da ALPINA.
O cenário de 2025 mostra que o grupo BMW avança em diferentes frentes: a MINI se apoia na eletrificação para crescer, a Rolls-Royce aumenta a lucratividade com exclusividade, e a ALPINA se prepara para ganhar protagonismo no segmento de luxo extremo.
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