
O ano de 2027 está logo ali, e a Toyota já colocou um recado camuflado para circular em plena Rodovia Castelo Branco, em São Paulo, num teste longe de ser casual.
O BlogAuto registrou o protótipo rodando em estrada aberta, com fotos e vídeos feitos pelo jornalista Fabiano Mazzeo.
As apurações reunidas pelo BlogAuto, somadas ao que publicou Marlos Ney Vidal, do AutoSegredos, e à reportagem de Paula Gama, do UOL, apontam uma ofensiva calculada.
O alvo é o segmento hoje dominado por Fiat Toro, Ram Rampage, Ford Maverick e Chevrolet Montana, que virou vitrine de tecnologia e também de margens.
A picape é tratada internamente como Projeto 150D e, segundo as informações, será produzida em Sorocaba, a mesma fábrica responsável pelo Corolla Cross.

A previsão de lançamento mira o primeiro trimestre de 2027 e ainda traz um detalhe incomum: a estreia global do modelo aconteceria justamente no Brasil.
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Quando um protótipo começa a rodar em rodovias abertas, normalmente é porque parte importante de engenharia já andou, incluindo validação estrutural, durabilidade e acertos mecânicos.
O timing chama atenção porque o segmento entrou em ebulição com a chegada de soluções eletrificadas, e a Fiat Toro já passou a oferecer motorização híbrida.
Esse movimento tirou da Toyota a chance de aparecer “sozinha” com eletrificação na categoria, obrigando a marca a pensar em diferencial real, não em promessa.
A base técnica indicada para o projeto é a plataforma TNGA, a mesma arquitetura de Corolla e Corolla Cross, mas com uma carroceria inédita e reforços específicos.
A ideia não seria improvisar uma caçamba no lugar do porta-malas, e sim alongar o entre-eixos e ajustar a estrutura para uma capacidade de carga moderada.
O resultado esperado é uma picape monobloco com comportamento mais próximo de SUV, privilegiando conforto acústico, estabilidade e dirigibilidade urbana no uso diário.
Nas versões de entrada, a aposta seria o motor 2,0 L Dynamic Force flex já conhecido do Corolla Cross, entregando 176 cv com câmbio CVT e simulação de dez marchas.
O foco desse conjunto tende a ser eficiência, suavidade e custo operacional, enquanto aceleração, consumo e números de carga ainda não têm confirmação oficial da Toyota.
O grande tempero pode ficar nas versões eletrificadas, com a possibilidade de um sistema híbrido plug-in flex e tração integral elétrica E-Four.
Nesse arranjo, um motor elétrico independente no eixo traseiro dispensa eixo cardã, reduz perdas e pode responder mais rápido em baixa aderência, além de ajudar em trajetos curtos.
O projeto também se encaixa no investimento anunciado de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030, direcionado a híbridos flex, baterias e novos veículos eletrificados.
Se a produção nacional realmente se confirmar, a Toyota ganha uma carta forte para precificar melhor e disputar um público que já usa picape intermediária como carro principal da casa.
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