
O Toyota RAV4 2026 ainda nem ganhou as ruas dos Estados Unidos e já está envolvido em uma polêmica: concessionárias aplicando sobrepreços abusivos.
Mesmo sendo um dos SUVs mais vendidos do país, com reputação de eficiência e custo-benefício, o modelo redesenhado tem aparecido em anúncios com valores inflacionados em milhares de dólares.
Em uma rápida pesquisa online, foi possível encontrar diversos casos de concessionárias cobrando ágio, incluindo a Stevens Creek Toyota, que listou um RAV4 Limited por US$ 52.857 — cerca de R$ 270.000.
Esse valor inclui um “ajuste do concessionário” de US$ 4.700 (R$ 24.000) e ainda US$ 295 (R$ 1.500) em acessórios instalados pela própria loja.
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Entre os “extras” estão protetores de borda de porta por US$ 295, protetores de soleira de US$ 199 e frisos adicionais de US$ 165 — valores que soam desproporcionais ao equipamento oferecido.

Em Palo Alto, a Magnussen’s Toyota aplicou um ágio padrão de US$ 3.999 (R$ 21.000) em todos os RAV4 2026.
Assim, um XSE que deveria custar US$ 46.444 (R$ 242.000) aparece por US$ 50.443 (R$ 263.000), e um Limited salta de US$ 48.083 (R$ 249.000) para US$ 52.082 (R$ 270.000).
Até mesmo fora da Califórnia, os reajustes estão presentes. Em Kansas City, a Molle Toyota impôs um “ajuste do revendedor” de US$ 1.104 sobre o RAV4 Limited, elevando o preço final para US$ 48.508.
Apesar de práticas assim já terem ocorrido com modelos como Land Cruiser, Tacoma e até o sedã Camry, o caso do RAV4 chama atenção pelo volume de vendas e pela importância do lançamento.

A Toyota está investindo pesado em publicidade, incluindo um novo comercial para o Super Bowl, tentando atrair consumidores para o modelo com motorização híbrida de até 236 cv e preço inicial oficial de US$ 31.900 (R$ 165.000).
Mas para muitos compradores, essa realidade está distante.
Os sobrepreços não apenas frustram a expectativa de um bom negócio, como expõem a fragilidade da política de preços da montadora frente às práticas dos seus próprios concessionários.

Especialistas e consumidores recomendam evitar pagar acima da tabela e buscar alternativas em revendedores que praticam o valor oficial, o chamado MSRP.
Com tamanha demanda e pouca regulação sobre margens extras, o novo RAV4 corre o risco de se tornar inacessível — e não por mérito técnico, mas pela ganância de quem deveria apenas vendê-lo.
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