Por que conquistar o Reino Unido é a chave para o domínio global da BYD

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A BYD superou novamente a Tesla em vendas globais de carros elétricos em 2025.

Mas, mais do que números totais, o que realmente importa agora é onde essas vitórias estão acontecendo — e poucas são tão estratégicas quanto o Reino Unido.

Enquanto o mercado chinês dá sinais de esgotamento, com queda de 18,3% nas vendas em dezembro e crescimento anual modesto de 7,7%, a BYD mira com força total no exterior.

E entre todos os mercados internacionais, nenhum é mais simbólico e decisivo do que o britânico.

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O Reino Unido representa um campo de prova ideal.

Não tem uma montadora nacional dominante, adota uma política neutra em relação a marcas estrangeiras, e seu mercado é altamente sensível a preços, valores residuais e desempenho de frotas.

Nesse contexto, a BYD subiu ao sexto lugar entre as marcas mais vendidas no país em dezembro, com um salto impressionante nas vendas em apenas um ano.

Esse avanço vai muito além do volume: o mercado britânico influencia decisões de frotistas em toda a Europa.

Isso acontece porque metade dos carros vendidos no Reino Unido é adquirida por empresas de leasing, que operam em vários países.

Uma decisão de compra em Londres pode abrir as portas para contratos em Paris, Berlim ou Madri. Ou seja, conquistar o Reino Unido significa ganhar credibilidade continental.

A Tesla, por sua vez, tem enfrentado dificuldades justamente nesse segmento. A desvalorização acentuada de seus modelos no mercado de usados afetou a confiança dos gestores de frota.

Entre 2023 e 2025, os preços de revenda de Model Y, 3, S e X caíram cerca de 33% no Reino Unido.

Enquanto isso, a BYD tem se destacado com preços iniciais mais baixos, ciclos de atualização mais previsíveis e estabilidade de mercado.

Para empresas que buscam reduzir riscos com depreciação, essa combinação é extremamente atrativa.

A escolha da BYD de priorizar o Reino Unido segue um padrão já visto com marcas japonesas décadas atrás: entrar por onde o custo-benefício pesa mais que o prestígio da marca.

A diferença é que a BYD está acelerando esse processo — o que levou 20 anos para as japonesas, ela tem feito em três.

A vitória no Reino Unido não resolverá de imediato a desaceleração da BYD na China, nem a blindará contra tarifas ou pressões políticas na Europa.

Mas é um passo estratégico que facilita a expansão no continente e mostra que a empresa já opera em outro patamar.

Mais do que apenas vender carros, a BYD está ganhando confiança dos maiores compradores da Europa. E ao fazer isso no mercado mais exigente para frotas, prova que sua proposta de valor funciona além das fronteiras chinesas.

O Reino Unido, portanto, não é apenas mais um país na lista de exportações da BYD. É a porta de entrada para a Europa — e a confirmação de que sua ambição global está se concretizando.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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