Primeira moto elétrica da Royal Enfield chega com visual de guerra, muita tecnologia e uma promessa de autonomia que está dando dor de cabeça

royal enfield flying flea c6 (1)
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Poucas marcas carregam tanto peso histórico quanto a Royal Enfield, e é justamente por isso que a estreia elétrica dela está sendo acompanhada com lupa.

A fabricante lançou oficialmente na Índia sua primeira moto elétrica, a Flying Flea C6, posicionada como um modelo urbano leve, premium e de apelo retrô.

O preço local é de 279.000 INR e, na referência internacional citada, fica por volta de US$ 3.000 (R$ 15.200), acima de algumas scooters elétricas e de motos leves a gasolina.

Mesmo custando mais, o lançamento é tratado como um passo simbólico no começo da jornada de eletrificação da marca no maior mercado de motos do mundo.

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No pacote de equipamentos, a Royal Enfield não economizou e incluiu modos de pilotagem, com um modo “Individual” configurável para personalizar a entrega.

royal enfield flying flea c6 (2)
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A lista também traz controle de tração, ABS com atuação em curvas, painel TFT com tela sensível ao toque, conectividade com smartphone e navegação baseada em Google.

Para completar a proposta de uso diário, há até carregamento sem fio para celular, mirando o público urbano que vive dependente do aparelho.

O estilo é um dos pontos que mais chamam atenção, com estética inspirada na Segunda Guerra, garfo dianteiro do tipo girder, partes do chassi expostas e assento “flutuante”.

A motorização é um síncrono de ímã permanente de 15,4 kW, equivalente a cerca de 21 cv, e a marca declara até 60 Nm, ou aproximadamente 6,1 kgfm.

Com 124 kg, a Flying Flea C6 acelera de 0 a 60 km/h em 3,7 segundos e tem velocidade máxima de 115 km/h, o que a coloca como “moto rápida de cidade”.

royal enfield flying flea c6 (3)
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A bateria é de 3,91 kWh, pequena para padrões de moto elétrica, mas coerente com a meta de reduzir peso e segurar custo.

A recarga de 20% a 80% é estimada em cerca de 65 minutos, enquanto a carga completa levaria pouco mais de duas horas.

O ponto que já acendeu debate é a autonomia anunciada: 154 km no ciclo indiano IDC com essa bateria, um número que soa espetacular no papel.

Na prática, o IDC é um teste idealizado e costuma favorecer velocidades baixas e constantes, então quem acelerar forte, pegar trânsito pesado e rodar mais rápido deve ver o alcance cair bastante.

Uma expectativa mais realista citada por analistas é algo próximo de metade do divulgado em uso conservador, e menor ainda se o piloto explorar o desempenho.

Ainda assim, a combinação de visual marcante, boa potência para a categoria e pacote tecnológico pode ajudar a Índia a olhar além das scooters e acelerar a adoção de motos elétricas.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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