
O avanço tecnológico que agita o mercado automotivo global pode se transformar em pesadelo para milhares de trabalhadores.
Na Coreia do Sul, o sindicato da Hyundai declarou oposição aberta aos planos da empresa de implantar robôs humanoides em suas linhas de produção.
Segundo os representantes dos trabalhadores, qualquer tentativa de introduzir as máquinas sem acordo prévio será barrada.
A reação veio após a montadora apresentar o Atlas, robô criado pela Boston Dynamics, durante a CES 2026 em Las Vegas.
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A Hyundai pretende iniciar a produção em larga escala do modelo até 2028, com capacidade para fabricar 30 mil unidades por ano.
A estreia operacional dos robôs está prevista para a nova planta da empresa no estado da Geórgia, nos Estados Unidos.
A meta é que essas máquinas humanoides se tornem parte integral das operações em todas as fábricas do grupo.
O sindicato, no entanto, interpreta essa movimentação como um ataque direto aos empregos atuais e futuros.
Em comunicado interno obtido pela Reuters, os líderes sindicais afirmaram que a medida visa exclusivamente o aumento dos lucros.
Eles reforçam que a introdução dos robôs representa um “choque de empregos” e prometem impedir sua adoção sem negociação.
A Hyundai Motor Group não comentou oficialmente a declaração dos trabalhadores até o momento.
Além da polêmica em torno dos robôs, o sindicato também criticou o deslocamento da produção para o território americano.
Para os trabalhadores sul-coreanos, a construção da fábrica nos EUA já vem impactando negativamente a produção local.
As críticas aumentaram depois que a Hyundai anunciou que a planta da Geórgia terá capacidade anual de 500 mil veículos até 2028.
A estratégia busca driblar tarifas impostas pelos Estados Unidos e reforçar a presença da marca no maior mercado do mundo.
No entanto, o sindicato alerta que essa mudança compromete a estabilidade de duas fábricas coreanas.
A Hyundai, junto da afiliada Kia, ocupa atualmente a terceira posição global em vendas de automóveis.
A movimentação do grupo em direção à automação e ao mercado norte-americano revela uma reconfiguração estratégica ambiciosa.
Mas esse avanço esbarra na resistência dos trabalhadores, que veem a tecnologia não como aliada, mas como ameaça direta.
O embate entre inovação e direitos trabalhistas promete se intensificar nos próximos anos dentro da gigante sul-coreana.
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