
Se depender da Tesla, até funções básicas de assistência ao motorista vão virar item de luxo — e por assinatura.
A montadora comandada por Elon Musk decidiu remover o recurso de direção assistida de todos os Model 3 e Model Y.
A funcionalidade, conhecida como Autosteer, agora só está disponível mediante pagamento do pacote “Full Self-Driving” (FSD).
Ou seja, quem quiser contar com assistência de direção terá de desembolsar US$ 99 por mês — cerca de R$ 523, na cotação atual.
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Antes, o chamado “Autopilot” vinha com duas funções: controle de cruzeiro adaptativo e direção assistida.
Agora, a Tesla manteve apenas o controle de velocidade, enquanto retirou o auxílio à direção sem qualquer desconto no preço final.

O curioso é que essa remoção já havia acontecido em versões de entrada dos dois modelos, mas agora se estende a toda a linha.
Na prática, isso significa que o consumidor paga mais e recebe menos, a não ser que aceite entrar em mais uma assinatura mensal.
No configurador online da Tesla, tudo parece normal até a tela final de compra, quando se descobre que só resta o “Traffic-Aware Cruise Control”.
Esse recurso é apenas o controle de cruzeiro adaptativo, algo que já vem de fábrica até em modelos bem mais baratos.
Um Toyota Corolla, por exemplo, parte de R$ 121 mil nos EUA e já inclui tanto o piloto automático adaptativo quanto o assistente de permanência em faixa.
Na comparação, o Model 3 — que custa mais que o dobro — agora entrega menos recursos de assistência.
A Tesla, por sua vez, justifica o corte empurrando os consumidores para o FSD, seu software de direção autônoma que ainda não é realmente autônomo.
Além disso, Elon Musk já avisou que o preço do FSD por assinatura deve subir futuramente, à medida que o sistema “melhorar”.
Só que essa promessa de evolução vem sendo feita há mais de uma década, sem entregas concretas até agora.
Desde 2016, Musk diz que a autonomia total está “quase pronta”, mas o sistema segue exigindo atenção constante do motorista.
A nova estratégia da Tesla levanta críticas de consumidores, que veem nas mudanças uma forma disfarçada de aumentar a receita da empresa.
Para completar, analistas lembram que Musk precisa bater metas agressivas de adesão ao FSD para garantir seu bilionário pacote de remuneração.
Enquanto isso, o consumidor é quem paga a conta, sendo forçado a assinar um serviço com promessas cada vez mais distantes da realidade.
Na prática, a Tesla se afasta da ideia de tornar a tecnologia mais acessível e dá mais um passo rumo à elitização dos EVs.
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