
Para quem vive longe dos grandes centros, abastecer não é só um hábito, é uma logística cara, e a escalada do diesel está transformando cada ida à cidade em uma conta indigesta.
Em muitas regiões dos EUA, o diesel já passa de US$ 6,00 (R$ 30) por galão, e em partes da Califórnia chega perto de US$ 8 (R$ 40), elevando o custo de qualquer picape grande.
É nesse cenário que Robert Wallace, gestor de energia certificado e autodeclarado inovador rural em energia, resolveu colocar números reais na discussão sobre EVs.
Segundo ele, sua 2023 RAM 3500 diesel faz cerca de 7,2 km/l, e isso se traduz em um custo de 35 centavos de dólar por milha sempre que ele pisa no acelerador.
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O que mudou o tom da conversa foi um teste curto, porém revelador, quando Wallace passou alguns dias com uma nova 2026 Chevrolet Silverado EV.
A surpresa veio menos do desempenho e mais da planilha, porque a picape elétrica entregou algo como 2+ milhas por kWh usando uma bateria de 170 kWh.
Wallace diz que, quando carrega em casa, o que acontece em cerca de 85% do tempo, ele paga US$ 0,11 (R$ 0,55) por kWh na conta de luz.
Com essa tarifa, rodar na Silverado EV teria ficado por volta de 5,5 centavos de dólar por milha, um número que faz a comparação com o diesel parecer desleal.
Na matemática que ele publicou, os 35 centavos por milha da RAM ficam mais de 600% acima do custo por milha da Silverado EV nas condições dele.
Ao extrapolar o raciocínio para um sedã mais eficiente, como um Tesla Model 3, Wallace observou que a diferença pode chegar a 1.400% quando o custo cai para 2,5 centavos por milha.
O detalhe que torna tudo mais dramático é o volume de uso, porque Wallace afirma dirigir 48.000 milhas por ano, típico de quem vive em áreas grandes e pouco servidas.
Se esse ritmo fosse feito com a Silverado EV, ele estima uma economia anual acima de US$ 8.400 (R$ 42.500), só na comparação direta de energia.
Ele compartilhou o relato no LinkedIn com as contas abertas, e o post acabou virando munição para quem defende eletrificação fora das capitais.
Para Wallace, há ainda um argumento cultural e geopolítico, porque cada galão queimado na picape passa por mercados globais de petróleo e, indiretamente, por interesses externos.
Ele fecha com uma provocação política, dizendo que pode levar anos para os mercados de petróleo se recuperarem do mais recente “10-duh-mensional chess move” de Trump, e que talvez seja hora de o motorista casual de picape olhar para um EV sem preconceito.
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