
Um produto aparentemente inofensivo conseguiu expor, em minutos, o tipo de falha que grandes marcas juram ter eliminado com processos e aprovações em cadeia.
Ontem, apareceu no site de merchandising da marca uma camiseta “2026 Ram Patriotic Unisex T-Shirt” pronta para compra.
A camiseta cinza vinha com fundo de bandeira, a frase RAM POWER em destaque e uma picape centralizada, por US$ 29,95 (R$ 150), vendida como peça “para encarar o calor”.
Na descrição, a promessa era simples: conforto para o dia inteiro, narrativa patriótica e o tipo de item que fãs colocam no carrinho sem pensar duas vezes.
O problema começa quando você olha o desenho como quem realmente conhece picapes, porque a frente exibida não combina com nada que a Ram já produziu.
A grade em formato hexagonal, com laterais altas e topo afunilado, mais os faróis retangulares grandes acima e luzes menores abaixo, são pistas óbvias demais.
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Os alojamentos inferiores ligados por uma faixa estreita atravessando o para-choque entregam o “feito” com ainda mais clareza para qualquer entusiasta atento.
Essa cara, com pequenas variações ao longo do tempo, é da Toyota Tacoma de terceira geração, vendida de 2016 a 2023, só que sem o nome TACOMA, obviamente.

Até a leve “quebra” no desenho do vidro traseiro da porta, um traço típico da Tacoma, aparece na arte como se fosse um detalhe normal de uma Ram.
Para completar, a faixa branca nos retrovisores também lembra acabamentos vistos na Toyota, o que reforça a sensação de que alguém apenas “montou” um visual genérico.
A bandeira ao fundo consegue ser outro tropeço, porque o campo azul não traz 50 estrelas: a contagem visível fica em 35, com duas ou três possivelmente escondidas pelo carro.
As listras também não batem com o símbolo tradicional das 13 colônias, já que aparecem 11, ou talvez 12 se você considerar uma listra vermelha “fantasma” que some atrás da picape.
A grande pergunta virou “como isso passou?”, já que um item publicado em loja oficial costuma cruzar times, fornecedores, revisores e aprovações internas antes de aparecer ao público.
O Motor1 procurou a Ram para entender o que ocorreu, mas não recebeu resposta, e a camiseta foi retirada do ar ainda no mesmo dia, por motivos bem óbvios.
A ideia levantada obviamente é de arte gerada por IA, lembrando outros casos estranhos que já circularam em marcas da Stellantis, como um Dodge Neon com faróis “duplos” e um Viper de primeira geração com rodas incoerentes.
No fim, o episódio vira alerta: tecnologia pode ajudar, mas quando vira substituta do trabalho humano, detalhes gritantes escapam e a credibilidade vai embora junto com o link do produto.
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