Com acordos sindicais em São Paulo, GM prepara caminho para eletrificação

Carcaça branca de SUV em linha de montagem, com capô aberto e dois trabalhadores no interior do veículo.
SUV em fase de montagem é mostrado sem portas e sem acabamento externo, enquanto trabalhadores atuam no interior da carroceria.

A General Motores fechou um acordo trabalhista em São Caetano do Sul, assim como fez em São José dos Campos, de modo a iniciar seu processo de eletrificação mais a frente, com as duas plantas sendo importantes nesse objetivo.

O acordo recente foi fechado com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, onde alguns benefícios foram melhorados, como vale-refeição de R$ 700 para R$ 800.

Assim como no Vale do Paraíba, o pessoal do ABC Paulista receberá auxílio-creche, porém, para a montadora americana, foi a abertura de um PDV (Plano de Demissão Voluntária) em sua fábrica-sede, tal como também feito em São José dos Campos.

Com isso, a GM poderá ajustar o quadro de suas duas plantas paulistas, dando como incentivo R$ 85 mil e mais cinco salários para quem aceitar. Também o trabalhador pode optar por um Chevrolet Onix LS e mais seis meses de plano médico ou R$ 12 mil, nesse caso.

Dessa forma, as duas unidades voltam ao ritmo normal de produção, com expectativa de abertura do segundo turno de trabalho em São José dos Campos para aumentar a produção da picape Chevrolet S10.

Adiante, a GM produzirá no ABC, um novo carro, um SUV de porte médio (veja qual poderá ser) que será híbrido flex, assim como também terá outro produto com a mesma característica técnica.

Sobre esse segundo produto, poderia ser o Tracker devido ao alto volume e valor agregado, mas a GM pode seguir a Renault (e também a Nissan) com uma picape média monobloco acima da Nova Montana, que poderia ser feita também no ABC.

Ainda que a GM tenha fábrica na Argentina, fazendo atualmente o Tracker, algum desses produtos poderia ser igualmente replicado na instalação hermana, especialmente o SUV, que compartilhará a plataforma com o atual produto feito lá.

Se for de fato uma picape de uns 5,00 m de comprimento por quase ou 3,00 m de entre eixos, com cabine dupla e a plataforma VSS-F feita em São Caetano do Sul, a sede não teria problemas quanto à produção por um bom tempo.

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Escrito por

Ricardo de Oliveira

Com experiência de 29 anos na área automotiva, há 18 anos trabalha como jornalista no Notícias Automotivas, escreve sobre as mais recentes novidades do setor, frequenta eventos de lançamentos das montadoras e faz testes e avaliações. Suas redes sociais: Instagram, Facebook

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