
O mercado chinês de SUVs grandes entrou numa fase em que tamanho e tecnologia viraram argumento de sobrevivência, e a Leapmotor resolveu atacar o topo sem pedir licença.
Lançado em 16 de abril, o Leapmotor D19 chega como novo SUV-flagship da marca apoiada pela Stellantis, com promessa de custo bem controlado desde a versão de entrada.
O preço inicial anunciado é de 219,800 yuan (R$ 160.700), patamar que ajuda a explicar por que o modelo já nasce mirando rivais mais caros no segmento.
Por fora, o D19 adota a linguagem mais recente da Leapmotor, com faróis divididos, superfícies limpas e maçanetas retráteis, além de rodas de 21 polegadas em todas as versões.
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O porte é de “família grande sem desculpas”, com 5252/1995/1780 mm e entre-eixos de 3.110 mm, ficando 71 mm mais comprido que um BMW X7.

A cabine pode ser configurada para seis ou sete lugares, com uma central de 17,3 polegadas, painel de instrumentos de 10,25 polegadas e display de realidade aumentada de 60 polegadas.
Para quem vai atrás, há monitor de teto de 21,4 polegadas, tela de controle de 6 polegadas e um sistema de som com 23 alto-falantes como destaque.
O pacote de conforto inclui sistema de geração de oxigênio, geladeira embutida de 8,1 litros e persianas elétricas nas segunda e terceira fileiras.
Na versão de seis lugares, os assentos tipo captain chair trazem função “gravidade zero”, corredor central de 195 mm e o banco do lado direito com deslizamento elétrico.
Na configuração de sete lugares, a segunda fileira reclina até 145 graus, reforçando o apelo de “sala de estar sobre rodas” para viagens longas.

Em assistência ao motorista, são 28 sensores no total, incluindo um LiDAR no teto, com NOA em vias urbanas e rodovias, além de frenagem autônoma entre 4 e 150 km/h.
O D19 também promete desvio de obstáculos na faixa de 80 a 130 km/h, e combina amortecimento contínuo com suspensão a ar de dupla câmara.
A altura da carroceria pode ser ajustada numa faixa de 55 mm, ajudando tanto no conforto quanto na adaptação a diferentes tipos de piso.
No EREV, um 1.5 turbo atua como extensor de autonomia, enquanto a tração integral com dois motores entrega 408 cv, com baterias de 63,7 kWh ou 80,3 kWh.
Com sistema de 800V, a recarga de 30% a 80% leva 15 minutos, e a autonomia elétrica fica entre 400 e 500 km no ciclo CLTC.
No elétrico puro, o sistema sobe para 1.000V, com dois motores de 557 cv e baterias de 99,6 kWh ou 115 kWh, alcançando 620 a 720 km (CLTC).
Há ainda a versão tri-motor, com 115 kWh e 734 cv, capaz de ir de 0 a 100 km/h em 3,94 segundos, reforçando o discurso de desempenho.
A linha começa no D19 EREV 400 km por 219,800 yuan (R$ 160.700) e inclui o D19 EREV 500 km por 239,800 yuan (R$ 175.400).
No BEV, o D19 620 km custa 239,800 yuan, o D19 720 km sai por 249,800 yuan (R$ 182.700) e o D19 BEV 680 km tri-motor chega a 269,800 yuan (R$ 197.300).
O modelo vira um rival incômodo para SUVs grandes ao mirar nomes como Geely Galaxy M9 e Deepal S09, apontados como concorrentes diretos com baterias quase duas vezes menores.
Como muitos compradores chineses de PHEV e EREV preferem rodar a maior parte do tempo em modo elétrico, a Leapmotor tenta capturar essa fatia com autonomia de EV acima do padrão.
Em 2026, a meta declarada da Leapmotor é superar 1 milhão de unidades em vendas globais, depois de emplacar 110.155 veículos no Q1 2026, alta de 25,8% ano a ano, segundo a China EV DataTracker.
Entre os próximos lançamentos citados estão o hatchback B05 Ultra (Lafa 5 Ultra), o crossover B03X (A10) e a minivan D99.
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