
A BYD entrou em 2026 lembrando ao mercado que até gigantes dos EVs podem derrapar quando a guerra de preços fica longa demais.
A fabricante chinesa registrou a queda trimestral de lucro mais intensa desde 2020, pressionada por vendas fracas na China e concorrência cada vez mais agressiva.
O lucro líquido do primeiro trimestre recuou 55,4% na comparação anual, para 4,1 bilhões de yuan (R$ 3 bilhões), segundo documento enviado ao mercado.
O tombo aprofundou a queda de 38,2% vista no quarto trimestre, indicando que a desaceleração deixou de parecer um tropeço isolado.
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A receita também caiu 11,8%, para 150,2 bilhões de yuan (R$ 109,6 bilhões), marcando o terceiro trimestre seguido de retração.
Conhecida pela força em modelos de entrada abaixo de 150.000 yuan (R$ 109.400), a BYD enfrenta rivais como Geely e Leapmotor em um ambiente mais apertado.
A pressão aumentou com a redução dos subsídios chineses de troca para EVs e híbridos plug-in de entrada, justamente uma faixa importante para a empresa.
As vendas totais da BYD recuaram pelo sétimo mês consecutivo em março, apesar do avanço ainda robusto dos embarques internacionais.
Para Eugene Hsiao, chefe de estratégia de ações da China na Macquarie Capital, a melhora dos lucros depende de reação clara no mercado doméstico.
Segundo ele, a BYD precisa elevar volumes internos no segundo trimestre e sustentar uma recuperação de participação no terceiro trimestre.
A avaliação sugere que a expansão internacional, embora relevante, talvez não consiga compensar sozinha a fraqueza dentro da China.
Vincent Sun, analista da Morningstar, projeta alta de 25% a 30% nas exportações da BYD neste ano.
Ele também estima crescimento de cerca de 12% nas vendas totais de veículos, um ritmo positivo, mas distante do entusiasmo visto em fases anteriores.
A própria BYD diz estar confiante em atingir, ou até superar, a meta de 1,5 milhão de veículos vendidos fora da China em 2026.
Esse objetivo implicaria crescimento superior a 40% sobre 2025, embora a empresa ainda não tenha divulgado uma meta global de vendas.
Para recuperar vantagem tecnológica, a montadora vem reforçando sua aposta em recarga ultrarrápida, tentando reduzir a ansiedade de motoristas acostumados a carros a combustão.
A ideia é transformar o tempo de carregamento em argumento competitivo, especialmente em um mercado onde preço baixo já não garante liderança tranquila.
Na sexta-feira, a BYD iniciou a pré-venda do Datang, seu SUV elétrico de porte grande, no Salão de Pequim.
Com o modelo, a marca entra com mais força no segmento superior, onde fabricantes chinesas disputam clientes de marcas premium europeias.
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