
Quando a vitrine envelhece e o mercado muda mais rápido do que a engenharia, a saída costuma ser cortar, simplificar e apostar tudo no próximo ciclo.
A Nissan Motor Co. revelou uma renovação ampla de sua linha e colocou metas agressivas para aumentar vendas nos EUA e na China, um ano após Ivan Espinosa assumir como CEO.
Em comunicado divulgado na terça-feira, a montadora japonesa disse que pretende reduzir o número de modelos de 56 para 45 e reorganizar o portfólio global.
A empresa quer concentrar 80% do seu volume em três “famílias” principais de veículos, baseadas em plataformas compartilhadas e desenhadas para suas maiores regiões.
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A estratégia chega após o realinhamento da parceria de duas décadas com a Renault SA e, mais recentemente, depois de uma fusão fracassada com a Honda Motor Co.
A Nissan enfrenta perdas acentuadas e uma dívida enorme, enquanto sua linha desatualizada não acompanhou a virada da indústria para EVs e híbridos no Japão, na China e nos EUA.
“É assim que a nossa estratégia de portfólio ganha vida, ancorada em lucratividade e construída em torno de uma linha mais enxuta e forte”, disse Espinosa a jornalistas em Yokohama.
Espinosa falou na sede da empresa no Japão, em 14 de abril, ao apresentar o plano que ele descreve como um caminho para dar eficiência e foco regional.
Como alvo central do reboot, a Nissan afirmou que pretende vender mais de 1 milhão de carros nos EUA e mais de 1 milhão na China até 2030.
Esses volumes igualariam níveis que a empresa não alcança desde o ano fiscal de 2019 no mercado americano e desde o ano fiscal de 2021 no mercado chinês.
Nos EUA, a Nissan planeja colocar produtos mais “frescos”, incluindo versões híbridas com motor V6 do Rogue, seu crossover compacto mais vendido.
A empresa também citou a volta do Xterra, SUV que será “ressuscitado” para reforçar a ofensiva no mercado americano.
Essa guinada em híbridos acontece depois de a Nissan ter abandonado essa tecnologia em 2019, ficando de fora do boom recente que favoreceu rivais como Honda e Toyota Motor Corp.
Ao contrário de híbridos desses concorrentes, a Nissan disse usar uma solução criada há uma década no Japão, na qual o motor a gasolina carrega baterias que movem o veículo.
Na China, a prioridade será acelerar desenvolvimento e eficiência de custos, reforçar a oferta de EVs e usar o país como hub de exportação para América Latina e Sudeste Asiático.
Para esses dois destinos, a Nissan planeja embarques do sedã médio N7 e da picape Frontier Pro produzidos na China.
No Japão, a montadora disse que vai avançar em veículos menores com um novo compacto, mirando vendas anuais de 550.000 unidades até o ano fiscal encerrado em 2031.
A Nissan também reiterou a atualização de seus sistemas de assistência ao motorista, começando por uma versão aprimorada do ProPilot no novo Elgrand previsto para este verão no Japão.
Segundo a empresa, a evolução incluirá tecnologia “autônoma ponta a ponta” até o início de 2028, em linha com o anúncio do ano passado de upgrades em cruzeiro e manutenção de faixa.
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