
Em um mercado que transformou carros urbanos em produtos cada vez mais inchados, a Smart decidiu remar na direção contrária e recuperar justamente a ideia que a tornou conhecida.
A marca apresentou em Pequim, durante o evento “Change of Perspectives”, o Concept #2, estudo que antecipa com grande fidelidade um pequeno EV urbano previsto para estrear ainda este ano.
O projeto foi desenvolvido pela Mercedes-Benz e surge como uma evolução natural do EQ Fortwo, modelo descontinuado em 2024 depois de representar a última fase da proposta original.
Em vez de seguir a febre dos utilitários mais altos e largos, o conceito mantém a clássica carroceria de duas portas, capô curtíssimo e rodas posicionadas nos extremos.
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O desenho também aposta em faróis de LED com aparência agressiva e superfícies limpas, numa combinação que tenta equilibrar linguagem futurista com a simplicidade visual dos Smarts antigos.

Há, porém, alguns exageros típicos de carro-conceito, como as rodas com coberturas aerodinâmicas transparentes, a borracha clara nos pneus e as assinaturas luminosas com a inscrição #2.
As maçanetas deram lugar a alças de couro, a grade fechada lembra uma mala de luxo e a traseira traz uma pequena tela matricial capaz de exibir mensagens.
Boa parte desses elementos deve ser suavizada no modelo de produção, assim como o acabamento dourado brilhante do teto flutuante, solução mais cenográfica do que propriamente realista.
Com 2.792 mm de comprimento, o Concept #2 é a maior interpretação já feita pela Smart para um city car de duas portas, embora continue extremamente pequeno.

Ele mede 292 mm a mais que o Smart original e 97 mm a mais que a última geração do EQ Fortwo, sinalizando uma evolução sem abandonar o formato compacto.
Ainda assim, continua sendo o menor competidor do segmento A europeu, ficando 840 mm abaixo do Fiat 500e e 997 mm abaixo do Renault Twingo E-Tech.
Na prática, o novo Smart se aproxima mais do porte de quadriciclos pesados, como Citroën Ami e Fiat Topolino, do que dos automóveis convencionais vendidos no continente.
Debaixo da carroceria estreia a nova Electric Compact Architecture, ou ECA, uma plataforma desenvolvida internamente que provavelmente aproveita tecnologia da Geely, parceira da Mercedes na marca.

Diferentemente dos maiores #5 e #6, que também terão versões híbridas plug-in, o futuro #2 será vendido apenas com motorização elétrica, como já ocorre com os #1 e #3.
A Smart ainda não divulgou ficha técnica completa, mas fala em autonomia de cerca de 300 km, mais que o dobro dos 135 km entregues pelo antigo EQ Fortwo.
A bateria poderá ir de 10% a 80% em menos de 20 minutos, terá função V2L e deve manter a tradição de tração traseira antes da estreia em Paris, em outubro.
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