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Andar em baixa rotação prejudica o motor?

Andar em baixa rotação prejudica o motor?
Andar em baixa rotação prejudica o motor?

Na tentativa de diminuir o consumo de combustível do carro para tentar driblar os “problemas” apresentados pelo mercado brasileiro no segmento de combustíveis, que provocam diretamente oscilações nos preços dos produtos, os motoristas costumam utilizar algumas práticas de procedência um tanto quanto duvidosa. Conduzir o veículo com o motor trabalhando em baixa rotação aparece como uma das alternativas usadas por alguns condutores.

Esta prática consiste em, na maioria das vezes, utilizar uma marcha mais alta no câmbio mesmo em velocidades mais baixas. Como resultado, o motor passa a trabalhar num regime de rotação também mais baixo. Porém, será que isso realmente é válido a ponto de economizar o combustível sem causar danos sérios ao motor? Confira abaixo:


Dirigir em baixa rotação prejudica o motor?

Se você já consultou o manual do proprietário do seu veículo; provavelmente deve saber que o fabricante indica as melhores velocidades para cada troca de marcha seguindo os parâmetros do conjunto motriz do modelo. Na maioria das vezes, a segunda marcha deve ser trocada aos 20 km/h; a terceira marcha até 45 km/h e a quarta marcha até cerca de 60 ou 70 km/h; podendo passar para a quinta marcha caso você vá andar por um determinado tempo nesta mesma velocidade.

Normalmente, quando o motor de um veículo entra em funcionamento; ele ostenta uma baixa rotação de cerca de 800 rpm. Ao aplicar uma leve força no pedal do acelerador para ganhar velocidade; o conta-giros no painel do carro logo acusará uma faixa superior a 1.000 rpm. E a partir daí, com o ganho de velocidade e as trocas de marcha; a rotação consequentemente irá subir.


Caso o motor consiga entregar um nível de torque suficiente em baixa rotação para que o motor “empurre” o carro sem muito esforço (sem que o propulsor comece a “reclamar” emitindo alguns barulhos); o conjunto dificilmente enfrentará problemas. Se não, ele irá pedir por uma redução de marchas; já que o motor dificilmente conseguirá seguir operando da maneira adequada, podendo até “morrer” na metade do caminho.

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Andar em baixa rotação prejudica o motor?

O aparato é dotado de bomba de óleo, responsável pela lubrificação forçada do motor do carro; que por sua vez conta com uma válvula reguladora de pressão. Essa válvula fica acoplada à própria bomba e tem como função aumentar ou reduzir a pressão do óleo de acordo com a rotação do motor; mantendo a pressão constante. Sendo assim, o motor irá operar sempre nas condições normais de trabalho, sem que haja danos significativos ao conjunto.

Fora isso, caso a bomba de óleo não esteja funcionando corretamente devido à baixa rotação do motor ou por algum outro motivo; a luz do óleo se acenderá no painel de instrumentos. É importante ainda que o óleo lubrificante do motor e a bomba de óleo estejam em boas condições; sendo esta última em pleno funcionamento, para que não haja problemas.

Porém, ainda assim é válido seguir sempre o recomendado pelo fabricante no manual do proprietário. Normalmente, as velocidades e rotações recomendadas para as trocas de marchas por cada montadora normalmente proporcionam um equilíbrio entre desempenho e economia de combustível.

Qual a faixa de giro ideal para as trocas de marcha?

Aproveitando, é importante ainda que você promova as trocas de marcha numa faixa de giro ideal para o motor do seu carro. Normalmente, as passagens de marcha devem ser realizadas quando a rotação atingir os 2.500 rpm. Na maioria das vezes, ao ultrapassar essa faixa de giro, o consumo de combustível aumentará; embora você consiga gerar um melhor aproveitamento da potência e do torque do veículo, em especial dos dotados de motor aspirado.

É por este motivo que um carro turbo costuma ser mais eficiente. Para se ter uma ideia, o Volkswagen up! TSI com seu motor 1.0 litro turbo flex de três cilindros entrega o torque máximo já a 1.500 rpm; ou seja, toda a força está disponível praticamente após ligar o conjunto. Logo, o motorista não precisa atingir rotações elevadas para se obter um nível de torque considerável; implicando também numa maior economia de combustível.

Andar em baixa rotação prejudica o motor?

Quando usar o ponto morto (neutro)?

Usar o ponto morto/neutro em alguns momentos de uma condução já virou praticamente uma tradição entre alguns motoristas. Em uma delas, ao avistar um semáforo, o condutor se ajeita para posicionar o câmbio no neutro, controlando a velocidade do veículo com o pedal do freio. Caso o sinal abra ao chegar no cruzamento, ele engata a segunda marcha com o carro ainda em movimento e segue o trajeto.

No entanto, esta é uma prática bastante errada, sobretudo em carros mais novos equipados com injeção eletrônica. Ao contrário do que muitos imaginam, o neutro deve ser engatado somente com o carro parado e o contrário não economiza combustível. Com o veículo em movimento e o câmbio na posição neutro, o conjunto continua injetando combustível para manter o motor em funcionamento. Dá para economizar fazendo justamente o processo inverso: ao tirar o pé do acelerador com o carro engrenado, o módulo da injeção observa que você deixou de acelerar e corta a alimentação de combustível conforme o carro for parando.

Além disso, o carro engrenado conta ainda com o auxílio do freio-motor, que também vai freando o carro de maneira involuntária conforme você deixa de acelerar. Com o câmbio em ponto morto, o veículo está “solto”, sendo que neste caso você deve controlar a velocidade com o pedal de freio, podendo superaquecer o sistema de freios do automóvel.

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