BYD admite gargalo de baterias e expõe o risco por trás do boom de lançamentos que promete virar o jogo dos EVs na China

Gabinete metálico retangular com logotipo BYD vermelho e conector laranja; marca d’água Notícias Automotivas no canto inferior direito.
bateria byd

A BYD está acelerando ao mesmo tempo em tecnologia, produtos e infraestrutura, então o maior risco não é o concorrente, e sim o próprio ritmo.

Foi nesse tom que o chairman e presidente da BYD, Wang Chuanfu, admitiu que a empresa vive restrições de oferta de baterias em meio à entrada de vários modelos em ramp-up de produção.

Segundo o IThome, Wang falou no dia 15 de maio, durante a conferência de 2026 do Yangwang Business Research Institute, afirmando que a capacidade de produção de baterias segue apertada.

Ainda assim, ele projetou que as vendas mensais devem continuar subindo à medida que volumes adicionais de baterias começarem a entrar no sistema.

A pressão cresce porque a BYD está acelerando o lançamento de EVs com flash charging equipados com a Blade Battery de última geração.

Entre os lançamentos recentes, aparecem as edições de flash charging dos Denza B5 e B8, que também estreiam a tecnologia de suspensão DiSus-P.

Na fila de novidades, está o crossover Atto 3 (Yuan Plus), com flash charging e motor traseiro de 326 cv, além de outros EVs com recarga ultrarrápida apresentados nos últimos meses.

Fontes do setor na China associam o aperto ao apetite por modelos mais novos que usam packs da Blade Battery de segunda geração e sistemas de carregamento ultra-rápidos.

O tema da oferta de baterias também ganhou combustível após um debate online sobre gerenciamento térmico nas demonstrações de recarga ultrarrápida da marca.

A discussão se intensificou depois de um teste em livestream registrar temperaturas de superfície da bateria acima de 76°C durante sessões de carregamento em alta taxa.

Em abril de 2026, a BYD embarcou 20,98 GWh em baterias, levando o total acumulado no ano para 81,2 GWh, sem detalhar quanto virou instalação em EVs no mercado chinês.

Estimativas que circulam na China apontam que pedidos não atendidos de modelos flash-charge com Blade Battery de segunda geração podem ter passado de 140.000 unidades, incluindo o Feng Cheng Bao Ti 7 EV e o Denza Z9 GT, mas a BYD não confirmou.

Paralelamente, a empresa amplia a rede de recarga na China e disse ter adicionado 55 novas estações de flash charging entre 7 e 14 de maio, chegando a 5.979 estações em 312 cidades.

A BYD também afirmou que, até 6 de maio, havia concluído 5.924 estações, com volume acumulado de carregamento acima de 21 milhões de kWh, enquanto o app de flash charging ultrapassou 1 milhão de usuários.

A tecnologia de Blade Battery de segunda geração e o flash charging foram lançados oficialmente em 5 de março, com promessa de ir de 10% a 70% em cinco minutos e de 10% a 97% em nove minutos, sob condições compatíveis.

Em abril, a BYD assinou um acordo estratégico com a AutoNavi para integrar a visibilidade das estações diretamente na plataforma de mapas, parte da iniciativa “Flash Charging China”, que mira 20.000 estações até o fim de 2026.

Em outro eixo, Stella Li disse que a BYD segue em conversas com várias montadoras europeias sobre o uso potencial de capacidade ociosa de fábricas na Europa, enquanto acelera exportações a partir da China e localiza parte da produção.

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Escrito por

Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio. Sua rede social: Facebook

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