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Celta: tudo sobre o popular que foi sucesso desde seu nascimento

O Celta, famoso popular da Chevrolet, teve o início da sua vida no final dos anos 90. Em 1999 apareceram rumores de um suposto projeto “Arara-Azul” (Blue Macaw), desenvolvido pela GM do Brasil (Chevrolet).

Até então, pouco se sabia sobre o novo modelo além de que a plataforma seria a mesma do Corsa (que tinha sido lançado em 1994).


O Arara-Azul ganhou um desenho exclusivo, assinado pelo designer Paulo Konno, com duas portas, lateral parecida com o Corsa, faróis horizontais inspiradas no sedã Vectra de 1996 e traseira com lanternas elípticas um pouco semelhantes às do Palio do mesmo ano.

Celta: tudo sobre o popular que foi sucesso desde seu nascimento

O motor do Celta era o 1.0 herdado do Corsa, que desenvolvia 60 cv (o mais potente do segmento na época). Não havia ar-condicionado disponível, muito menos direção hidráulica, travas ou vidros elétricos, e a qualidade dos plásticos era baixíssima.


O acabamento frágil era bastante criticado, pois o plano da GM era fazer do Celta o carro mais barato no Brasil, para isso economizando bem nos materiais utilizados em seu interior.

A ideia do nome Celta tem sonoridade fácil para um carro popular, respeitando a tradição da Chevrolet do Brasil, inspirada na Opel, quase sempre terminando o nome de seus modelos com a letra A (Astra, Monza, Opala, Omega, Vectra, Corsa…), sendo exceções a isso Chevette e Kadett.

O modelo foi lançado em 2000 na fábrica de Gravataí, no estado do Rio Grande do Sul. Marcou a inauguração da fábrica e contou com a presença do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Prometendo economia, baixo custo de manutenção e linhas atraentes, o Celta se tornou um sucesso de vendas desde seu lançamento.

Simples em todos os quesitos e com baixo custo de manutenção, o Celta logo ganhou fama de robusto. Entre seus concorrentes estavam Fiat Uno, Ford Ka e VW Gol.

Em 2002, a GM deu um pequeno “upgrade” no hatch. Ganhando mais força com seu novo motor VHC, que depois foi melhorado para VHC E (Very High Compression, ou em português, Alta Taxa de Compressão) de 70 cv, 10 à mais que antes.

Vieram também as aguardadas 4 portas e itens como vidros e travas elétricos, instalados como acessórios nas concessionárias. Foi comemorado no mesmo ano as primeiras 200 mil unidades vendidas.

Celta: tudo sobre o popular que foi sucesso desde seu nascimento

Celta 1.4

Em 2003, chegou uma nova mudança mecânica. Um motor 1.4, 85 cv a 5.800 rpm (rotações por minuto) e 11,8 kgfm (torque), também na versão Energy, que segundo a GM, havia ficado “ainda mais potente e sem perder a economia”. Tinha um melhor desempenho e um interior mais bem acabado.

Ainda em 2003, houve uma parceria da GM com uma famosa fabricante de lãs de aço, onde foi desenvolvido o modelo Celta Nelson Piquet, uma série limitada a 30 unidades que eram sorteadas na campanha promocional.

O Celta Piquet era equipado com 4 portas, motor 1.0 à gasolina, kit aerodinâmico com saias laterais e aerofólio, além das rodas liga leve, aro 13, e carroceria na cor amarela.

Celta: tudo sobre o popular que foi sucesso desde seu nascimento

Com o motor 1.4, o Celta atingia 161 km/h e acelerava de 0 à 100 km/h em 12,3 segundos. O consumo anunciado era de 11,7 km/l na cidade, 15, 9 km/l na estrada, com média de 13,6 km/l.

Para não perder a concorrência, a GM logo criou uma opção biocombustível em 2005, batizado como Flexpower, e assim, deixou o motor 1.0 movido somente à gasolina. As versões Life, Spirit, Super e Off-Road surgiram entre 2004/2005.

Celta Life

Equipado com motor dianteiro 1.0, potência máxima de 70 CV à 6.400 rpm e torque máximo de 8,8 kgfm à 3000 rpm. Tração dianteira, câmbio manual de 5 marchas e embreagem monodisco a seco. Aceleração de 0 à 100 km/h em 13,1 segundos e velocidade máxima de 155 km/h.

Consumo urbano de 8,8 km/l e na estrada 14,4 km/l, somente gasolina. Diversos itens de série, entre eles, ajuste de altura dos cintos dianteiros, vidros verdes, calotas integrais e barras de proteção contra impactos laterais nas portas.

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Celta Spirit

Equipado com motor dianteiro 1.4, quatro cilindros em linha e 8 válvulas. Potência de 85 CV à 5.800 rpm e torque máximo de 11,8 kgfm à 3.000 rpm. Câmbio manual de cinco marchas, suspensão dianteira, traseira semi-independente e embreagem monodisco à seco.

Diferencial externo com para-choques na cor do veículo, ar-quente, para-brisa e temporizador do limpador traseiro.

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Celta Super (1.0/1.4)

Nessa versão Super, o Celta foi lançado com duas opções de motor: 1.0 e 1.4.

Celta Super 1.0

Motor dianteiro, quatro cilindros em linha, oito válvulas. Potência de 70 CV, e torque máximo de 8,8. Câmbio manual de 5 marchas e tração dianteira. Freios à disco, suspensão dianteira independente tipo McPherson e mola heliocal. Consumo na cidade 13,3 km/l e na estrada 17,7 km/l.

Celta Super 1.4

Motor 1.4, potência de 85 CV e torque máximo de 11.83 kgfm. Velocidade máxima de 161 km/h em 12,3 segundos. Cambio de 5 marchas, suspensão dianteira independente e traseira semi-independente. Na cidade, seu consumo é de 11,7 km/l e na estrada, 15,9 km/l.

Oferecendo acabamento interno diferenciado com tecidos exclusivos nos painéis das portas, detalhes no painel e maçanetas internas das portas na cor prata e conta-giros.

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Celta Off-Road

Logo após a Fiat, Ford e a VW lançarem modelos off-road, a GM apostou no Celta.

O carro passou a contar com uma lista de acessórios de personalização, entre diversas novidades. Começou a comercializar um kit para transformar, sem o elevado custo das transformações mecânicas necessárias para ser efetivamente um off-road.

Podia ser instalado em qualquer Celta, desde o modelo 2000, 2 ou 4 portas. Tinha duas opções de motorização, 1.0 e 1.4, composto de quebra-mato dianteiro e traseiro, estribos laterais, rack no teto e adesivos laterais, entre outros itens.

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Com a instalação do kit, os proprietários do Celta Off-Road tinham a garantia original da GM, e ao mesmo tempo podiam contar com a confiabilidade da marca. Não era necessário fazer qualquer alteração mecânica, garantindo assim a facilidade na sua instalação.

Mesmo as vendas indo bem, o Celta apresentava um cansaço visual e para não perder o mercado, a GM fez a primeira reestilização em 2005, com mudanças na dianteira, e tampa traseira com vinco mais acentuado e suporte para a placa, painel redesenhado, faróis inspirados no Vectra passando a ser vendido como modelo 2007.

No interior, o painel ganhou um novo desenho, mas ainda com peça única e em plástico rustico e revestimento nas portas.

Em 2006 o modelo ganhou a versão sedã, batizada de Prisma. A configuração de três volumes tinha como objetivo ser o sedã mais acessível do país. Mas foi em 2007 que chegou ao fim a produção do motor 1.4, mantendo o Flexpower 1.0.

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A crise de 2008 ocasionou que a gigante norte-americana vendesse completamente a participação da fabricante japonesa, que ocasionou na criação de algumas particularidades, como o Suzuki Vitara, oferecido no Brasil como Chevrolet Tracker, e o Celta, que foi vendido entre 2006 e 2011 na Argentina como Suzuki Fun.

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O motor trocou a sigla MPFI (de sistema de injeção multiponto, em inglês) para o novo VHCE (Very High Compression Economy) que surgiu em 2009, com até 78 CV de potência, acelerador eletrônico e o tanque de combustível passa a ter 54 litros, melhorando a autonomia e proporcionando mais potência e torque ao modelo.

Quando abastecido com gasolina, desempenhava 13,3 km/l na cidade e 17,8 km/l na estrada. Com álcool, desempenhava 9,5 km/l e na estrada 128 km/l.

No mesmo ano a GM decretou o fim da versão Super e apresentou a versão de personalização Energy, com saias laterais, spoiler dianteiro e traseiro, aerofólio e adesivos. O propulsor foi rebatizado em 2009 para Econoflex.

Foi em 2010 que o Celta teve o ápice de vendas, atingindo aproximadamente 155.094 unidades comercializadas. A GM apresentou aos consumidores a linha 2010, que ficou ainda mais competitivo no segmento dos carros de entrada no mercado brasileiro.

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Em 2011 é lançada a linha 2012, com poucas mudanças, como nova grade frontal dividida e o emblema de gravata dourada da Chevrolet, faróis escurecidos, iluminação no painel na cor azul, novo volante com detalhe na cor prata e novas calotas.

As versões passaram a ser chamadas de LS e LT, seguindo o padrão mundial da Chevrolet.

No mesmo ano, o Latin NCAP, uma instituição independente responsável por provas de colisão nos modelos vendidos na América Latina e no Caribe, realizou alguns testes de segurança no Celta, na época, sem airbags dianteiros. O resultado? Como divulgado pelo órgão, o modelo recebeu apenas 1 estrela (de 5).

Por meio disso, a GM antecipou a legislação de 2014 (que causou a “morte” de alguns veteranos que eram oferecidos no Brasil, como o Fiat Mille e a VW Kombi) e passou a oferecer airbags frontais e freios ABS de série em 2013.

Celta LS

Duas versões: 2 ou 4 portas, motor 1.0 VHCE Econoflex, para-choque na cor do veículo e painel com novo grafismo e iluminação “Ice Blue”.

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Celta LT

Versão mais completa com quatro portas, itens principais de série: ar quente, protetor de cárter, direção hidráulica, acabamento especial na cor matte chrome (prata), entre outros.

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A última atualização feita no Celta ocorreu em 2012, quando a GM deixou a ideia de fazer uma nova geração ao modelo. Após um ano, a versão duas portas deixou de ser produzida na fábrica de Gravataí, Rio Grande do Sul.

Uma série especial foi lançada como Advantage em 2014, com ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas de serie, interior com cores mais claras, exclusivo revestimento nos bancos, rodas de aro 14 com pneus 175/60, faróis com máscara negra e rádio AM/FM com MP3, disponível somente na cor cinza metálica (cinza sand).

A série Advantage teve como principal diferencial um maior valor agregado, incorporando um número maior de equipamentos no veículo, além de itens exclusivos de design.

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Teve mais 5 opções de cores, como: Branco Summit, Preto Global, Vermelho Pepper, Azul Sky e Prata Switchblade.

Maior parte dos equipamentos foi aproveitado na versão LT 2015, passando a ter somente 4 portas e tornou-se a única e última versão do Celta.

Em abril de 2015 chegou ao fim a produção do Celta, onde foi retirado do site da Chevrolet do Brasil, sendo substituído pelo Onix nas concessionárias, modelo esse que tinha sido lançado em 2012 e já andava vendendo muito bem.

O Celta se foi após aproximadamente 1,5 milhões de unidades vendidas.

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Outros detalhes da vida do Celta

Como foi desenvolvido com a intenção de ser o carro mais barato do Brasil, a GM adotou algumas soluções para reduzir os custos de produção, sendo deixados de lado itens como conta-giros, direção hidráulica e ar-condicionado (itens que futuramente foram introduzidos no modelo).

As inovações foram a adoção dos mesmos bancos dianteiros nas versões com duas e quatro portas e também o acionamento da buzina na chave de seta, ao invés do volante.

Além do Prisma, que na segunda geração passou a ser baseado no Onix, o Celta serviu também como base para o hatch Agile (lançado em 2009), além da versão atual da Montana.

O IMV (Índice de Manutenção Veicular) passa a ser um forte indicador dos melhores custos de manutenção para o consumidor. Mesmo após sair de linha, o modelo continua bem procurado no mercado.

Os principais quesitos são preço justo e manutenção, sendo considerado uns dos modelos com a manutenção mais barata do Brasil, atingindo 20 pontos no IMV.

As principais virtudes do Celta em relação aos concorrentes continuam sendo o bom motor, o valor razoável do seguro e dos preços para manutenção.

Eficiente, robusto, econômico, compacto e com bom custo benefício são alguns dos fatores que garantem ao Celta uma vida longa. Boa pegada ao dirigir e motorização com desempenho acima da média são as duas características que destacam o Celta e que caiu no gosto do consumidor.

Quando se trata de economia, o Celta é destaque. Quando abastecido com gasolina, sua autonomia pode chegar a mais de 800 quilômetros, quesito fundamental para os consumidores que querem um veículo econômico e com mais comodidade para o dia-a-dia.

O Celta no mercado de usados é bem procurado e tem baixo índice de desvalorização. Na média, os automóveis no Brasil sofrem uma desvalorização de aproximadamente 15,3%, mas o Celta apresentou apenas 9,7% após o período de um ano, garantindo o primeiro lugar dos carros mais fáceis para revenda.

Em uma pesquisa rápida no Google, podemos encontrar o Celta LS 1.0 Flex no mínimo por R$ 13.500,00 e máximo de R$ 22.900,00. Já o modelo Celta LT 1.0 Flex 2014, o mínimo é de R$ 19.500,00 e máximo de R$ 31.900,00.

O modelo possui características importantes que vão ao encontro de necessidades fundamentais do consumidor brasileiro, que busca um carro compacto, ágil e de confiança.

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