Depois de cortar bilhões, Nissan diz que virou a página e a Bolsa do Japão respondeu do jeito mais direto possível

nissan frontier pro plug in hybrid
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Cinco pregões seguidos de alta em Tóquio colocaram as ações da Nissan de volta ao centro do radar depois que o CEO afirmou que a empresa entrou em fase de crescimento.

No início do mês, a montadora disse que já passou do começo do plano de recuperação, após cortar US$ 3,1 bilhões (R$ 16 bilhões) em custos e voltar a registrar lucro.

A reação mais visível apareceu na cotação do papel, que alcançou 390 ienes (R$ 12), acima de 350 ienes (R$ 10) quando a Nissan divulgou o resultado do último ano fiscal.

Apesar da sequência positiva, a ação ainda está longe de um patamar confortável e bem abaixo do que chegou a ensaiar no começo do ano.

Em fevereiro, o papel tocou 464 ienes (R$ 14) quando surgiram relatos de conversas envolvendo Nissan, Honda e Mitsubishi sobre uma possível união.

Desde então, o assunto perdeu força rapidamente, e o cenário ficou mais confuso com mudanças na leitura do mercado sobre as três montadoras.

O noticiário apontou que a Honda enfrentou um resultado negativo e que as ações da Mitsubishi avançaram, o que alterou o equilíbrio e as expectativas para qualquer acordo.

Segundo a Response Japan, investidores locais gostaram do que observaram nas reformas internas da Nissan e isso ajudou a atrair compradores para o papel.

Mesmo com o alívio recente, o caminho para retomar o desempenho de antes da pandemia ainda é longo e não depende apenas de ajustes financeiros.

Em 2018, as ações eram negociadas acima de 1.000 ienes, antes de a empresa viver uma fase turbulenta ligada a acusações financeiras envolvendo o então CEO Carlos Ghosn.

A distância também aparece quando a Nissan é colocada ao lado de rivais japoneses, tanto em preço de ação quanto em valor de mercado.

Com a cotação em 390 ienes, a Nissan é descrita com capitalização de mercado de 1,45 trilhão de ienes (R$ 46 bilhões).

No mesmo recorte, a Toyota aparece com a ação em 3.000 ienes (R$ 96) e valor de mercado de 47,5 trilhões de ienes (R$ 1,5 trilhões).

O texto ainda cita a Tesla com valor de mercado de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,6 trilhões), um número que não segue a mesma lógica de vendas e lucro das montadoras tradicionais.

A próxima etapa do plano da Nissan passa por mais produtos, com uma família de novos modelos híbridos prevista para vários mercados.

Nos Estados Unidos, a marca prepara uma nova geração do Rogue com o sistema E-Power para 2027, e a CarBuzz diz já ter dirigido um protótipo.

Além disso, a empresa trabalha numa nova plataforma de chassi separado da carroceria para um Xterra refeito e um Pathfinder com proposta mais voltada ao uso pesado.

Esses modelos devem usar um novo V6 em duas configurações, uma com assistência híbrida e outra sem, ampliando o alcance da ofensiva em utilitários.

A expectativa é que o novo Xterra chegue em 2028, e uma nova Frontier possa aparecer por volta do mesmo período, como parte do esforço para recuperar margem e participação.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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