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Indianos no Brasil: Conheça as marcas que vendem no país

Indianos no Brasil: Conheça as marcas que vendem no país

A Índia possui vários fabricantes locais de automóveis, utilitários, caminhões e especialmente motos. Um dos membros mais importantes do BRICS, o país possui um mercado em franca expansão, rivalizando com o Brasil no ranking mundial de vendas. Com o crescimento do mercado interno, as marcas indianas elevaram suas vendas e decidiram explorar outros mercados, chegando assim ao Brasil. Por enquanto, a presença de marcas daquele país em nosso mercado é pequena.


De utilitários, apenas a Mahindra está presente. Esta também vende tratores aqui. Outro segmento onde os indianos estão presentes no Brasil é o de motocicletas, mas há somente uma marca: Royal Enfield. Mas não é a única que vende produtos “made in India”. A Dafra também vende um modelo da moto da TVS, rival da Bajaj, que chegou a ensaiar um desembarque no país. No último Salão das Duas Rodas, a Hero Honda mostrou seus produtos aos brasileiros.

A Mahindra monta os utilitários da linha Scorpio (SUV, picape cabine dupla e picape-chassi) em Manaus/AM, através da Bramont. No entanto, a marca anda testando (especialmente na Baixada Santista) modelos mais modernos, tais como Quanto e XUV 500, dois utilitários esportivos que prometem elevar as vendas da empresa aqui. Os preços variam entre R$ 69.995 e R$ 109.995.

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Outra marca é a Royal Enfield. A marca originalmente é inglesa e tem mais de 100 anos. Atualmente no segmento custom, a empresa produz hoje em dia apenas na Índia e o modelo proeminente é a Classic, que apesar do nome e do que se imagina, é de fato um modelo desenvolvido nos anos 30 e lançado no Reino Unido do pós-guerra, sendo produzida até os dias atuais. Quem imaginou que só a Kombi era vovó no mundo, se enganou. As vendas ainda são tímidas e há promessa de montagem nacional. O preço (único para as sete versões) é de R$ 24.000.

Por fim, a Dafra foi à Índia em busca de uma moto street esportiva e consagrada, o que não é difícil encontrar por lá. Assim, trouxe da TVS a Apache 150. O modelo sofreu várias adaptações (inclusive de nome de cilindrada) para ser vendida aqui. Elogiada por muitos donos, ela consegue bom desempenho e pilotagem de acordo. Por lá existem outras opções, mas por enquanto somente ela faz parte do time da marca brasileira. O modelo custa R$ 6.290.

A Reva chegou ao país uns dois anos atrás e chegou a circular com o pequeno Reva i, um pequeno urbano elétrico que seria vendido por empresas do setor elétrico controladas por um grupo colombiano. Infelizmente o plano deu errado e poucas unidades foram vistas no país, duas delas (usadas) chegaram a ser oferecidas na internet.

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Outros indianos em potencial

Apesar da presença tímida, outros potenciais fabricantes podem chegar da Índia daqui para frente. A própria Bajaj poderia retornar, já que sua linha de motos Pulsar (com injeção eletrônica e duas velas por cilindro) são sofisticadas. Outro fabricante é a Tata Motors, que já prepara sua entrada definitiva no Brasil, aparentemente através do México.

A Tata já possui modelos compactos desenvolvidos localmente, assim como SUV, crossover e picapes vendidos em alguns mercados da Europa. Indica, Manza, Nano, Sumo, Safari e Xenon, são alguns destes modelos. De todos, o que teria maior impacto no Brasil é o Nano, ainda dito como o carro mais barato do mundo, o modelo suscita grandes debates sobre os efeitos de um carro tão barato no mercado nacional.

A Hero Honda é o maior fabricante de motos da Índia e era uma joint-venture com a marca japonesa, que saiu da sociedade em 2010. Assim, oficialmente ela é chamada de Hero Moto Corporation. Em 2011, ela apareceu no Salão das Duas Rodas com sua gama de motos populares, a maioria do segmento street. Parece ter bom potencial para produzir e vender no Brasil. Enfim, o Caminho das Índias está mais aberto para a chegada de novos concorrentes daquele populoso país.

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31 Comentários

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    • bom até pode ser.
      custoXbenefício, até pode parecer.
      mas o bode, é que, qdo olho pro etios e lembro que veio do mercado indiano, broxo na hora.
      essa scorpion, principalmente na versão fechada, dá arrepios qdo vejo uma no trânsito.
      parece que ela tem um preço acessível, sobretudo por ser a diesel, mas que deve ser um mico, acho que deve.
      sei não viu.

    • No Salão do Automovel, o vendedor disse que seriam produzidos no Brasil por CKD, a partir de março. E que o marketing iria melhorar, já que a representante no Brasil estava de braços cruzados.
      Até agora, nada.

    • Quando do lançamento, confesso que eu esperava muito da pickup da Mahindra, não em acabamento ou qualidade, mas sim em preço, para realmente sacudir o mercado e puxar para perto da realidade os preços pornográficos de pick-up's diesel no Brasil (Que são proporcionalmente muito mais obscenos que o dos carros), só que os preços praticados a tornaram apenas mais uma no mercado nacional, porém mais feia e mal cabada!

  • Os carros eu dispenso mas a motocicleta , hááááá…..essa eu quero uma!!!!!!!e um belo capacete de couro e os óculos de piloto da força aérea real da 1ª guerra!!!!!

  • Ao passo que está indo, não duvido nada, que em breve veremos Tuk Tuk rodando por aqui!!! ( Tuk Tuk é um modelo triciclo motorizado para transporte de pessoas e mercadorias, bem comum na índia)
    Mesmo não sendo uma marca indiana, a Toyota lançou um carro " da Índia para o Brasil": o Toyota Etios!!! :)
    E a Tata Motors, que diz que fabricará o Nano por aqui, mesmo depois de alguns incidentes, como alguns modelos que se incendiaram e prometeu modificar todos os componentes que apresentaram erro/ defeito!!! Se isso relamente vai aconteçer, apenas o tempo dirá!!! ( mas até onde sei, não há previsão para que isso aconteça)

    • Já tem vários rodando aqui amigo. Da tal de motokar salvo engano quem os trás e a kasinsk e em todas as versões pick-up furgão e a temerosa versão passageiro.

    • Todos os países do BRICS estão quase na mesma situação. Enquanto na Índia existe os tuk tuks, aqui existe a CG 125 com freio a tambor sendo utilizada como moto táxi em muitas cidades. Qual é mais seguro?
      A diferença é que eles tem uma indústria com empresas próprias e é natural que se tente expandir o negócio. Enquanto o Brasil dorme no ponto, na questão automobilística, eles tentam crescer a industria nacional.
      Os problemas com o Nano ocorreram somente no começo, como em várias outras marcas, inclusive algumas muito consagradas do mercado. Tem mais é que vir mesmo e aumentar a concorrência. Inclusive a Tata tem planos para comercializá-lo na Europa, e europeu só aceita produto de qualidade, muito devido à legislação.

  • Eu já vi um XUV 500 desses aqui na baixada santista e achei estiloso tem porte legal e muita presença. Ate estranhei pois recordo que já tinha lido que ainda n era importado pra cá mas agora a reportagem sanou minhas duvidas.

  • Os Mahindra tem se saído muito bem, baratos e robustos . Sem dúvida uma opção a se pensar em especial na configuração de chassi concorrendo por exemplo com a S10 cabine simples tendo até melhor custo benefício . TVS dispensa comentários, até pouco tempo era a única da Dafra que prestava , agora comercializa Hoajue e Sym também que são boas marcas .

  • Sim a Concorrência a Mahindra tem que investir mais no brasil e cuidar da reposição de peças pois a Mahindra e a bramont não dão suporte aos concessionários os carros são muito bons mas a rede de assistência tem muito ainda para melhorar

  • Não sei o motivo que levou a Mahindra a mudar o nome do Scorpio para SUV e Pick Up pouco tempo após o lançamento. Agora o SUV se chama simplesmente Jipe. Quanto a marca, é uma operação bem tímida, ouvi dizer que eles focam no interiorzão do país porque seus produtos são voltados mais para produtores rurais. Um amigo meu comprou um Scorpio SUV logo no início das operações da marca aqui, seduzido pelo preço, na época um SUV de 7 lugares, completo e com motor Diesel que saiu por 85 mil dilmaquinistas. O carro nunca deu problemas, apenas o acabamento interno que é um pouco frágil, mas a concessionária daqui de Natal fechou e os pontos de assistência mais próximos são em Fortaleza (520km +-) e Petrolina (quase 1000km) – nem em Recife nem João Pessoa possuem concessionárias da indiana. Ele disse que reza todos os dias pra não "ficar no prego" e apesar de satisfeito com o veículo pensa em trocá-lo por um Fiat Freemont por medo de ter que viajar até a capital cearense caso o carro dê algum problema.

  • Eu não dava nada pelos Mahindra até ver uma série de reportagens de expedição (dessas da BBC, Discovery e cia) na região do Himalaia, só com os Mahindras mandando ver em todo tipo de perigo. Curti pra caramba!

    • Já viu as especificações da Royal Enfield? Motor 500cc e 22cv (vi no site da representante brasileira), fraquinho. E como o projeto é antigo e praticamente não evoluiu muito nos últimos anos (ela é praticamente o Hindustan Ambassador das motos, pra ficar dentro da Índia) , só melhorou na emissão de poluentes e ganhou freio a disco… ela deve ser muuuuuuuuuuuuuito pesada. Tá aí uma moto totalmente "irracional", só se justifica pela aparência, pra quem curte esse estilo britânico do pós-guerra aí. As especificações no site do fabricante brasileiro ainda estão bem incompletas, não dá pra saber se é carburador ou injeção (tenho quase certeza que é carburador).

      Não sei nem faço idéia de quanto vão custar (ninguém sabe), nem se a qualidade construtiva dela é boa ou a mecânica é confiável, mas se for lá pros 20k (acho bem provável, se não mais) e a idéia for uma moto retrô com visual britânico, eu sinceramente prefiro pagar os 29900 da Bonneville (ou comprar uma seminova e fazer uma bela de uma scrambler).

      Agora é claro que eu posso estar falando uma grande bobagem, de repente ela vem num precinho campeão e cobre o "buraco" entre os 12 e os 20 mil reais e acaba sendo um sucesso de mercado. Tem um carinha que eu conheço que já deve estar na fila de espera pra comprar uma.

  • Comentário extra, só pra constar: sobre a moto do sílvio santos (TVS) vendida pela dafra.

    um vizinho meu é motoboy e tem uma, a moto já tá com 60 mil km e ele não tem do que reclamar. Só elogia.

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