
Num setor pressionado por custos de eletrificação e por uma concorrência cada vez mais agressiva, a Renault decidiu que o próximo salto precisa vir de um mercado de baixo custo.
A montadora francesa colocou a Índia no topo da lista de prioridades para 2026, com o objetivo de transformar o país em base relevante de vendas e exportações.
A Renault afirmou na quinta-feira que pretende lançar quatro novos modelos a gasolina e eletrificados na Índia até 2030, ampliando o portfólio além dos compactos atuais.
Segundo o CEO Francois Provost, a engenharia local já conseguiu reduzir ciclos de desenvolvimento para menos de dois anos, sinalizando uma mudança de ritmo dentro da empresa.
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Em entrevista à Bloomberg Television, Provost disse que “a Índia é minha primeira prioridade” por ser um dos maiores mercados de crescimento do mundo.
Ele acrescentou que a Renault quer expandir a operação indiana sem parceiro, apostando em autonomia operacional para acelerar decisões e capturar margens.
O plano é fazer a Índia virar um hub de manufatura, atendendo tanto o mercado doméstico quanto destinos internacionais com volumes que sustentem escala.
A meta declarada é chegar a €2 bilhões (R$ 11,8 bilhões) por ano em exportações a partir do país até o fim da década.
Enquanto mira essa expansão, Provost vem cortando despesas e postos de trabalho na Europa, onde a competição aumentou e marcas como a BYD elevaram a pressão.
A estratégia se encaixa numa diretriz mais ampla da Renault de apoiar margens em plataformas modulares e em mercados com estrutura de custos mais competitiva.
A Índia, porém, é conhecida por ser um território duro para montadoras globais, exigindo preço baixo, produto adaptado e cadeia local eficiente.
Mesmo assim, a Renault diz ter construído uma posição com modelos acessíveis e compactos como o Kwid e o Triber, que ajudaram a marca a encontrar um nicho.
Para aumentar a competitividade, a empresa quer atingir pelo menos 90% de valor agregado local com a Renault Modular Platform, reduzindo dependência de importações.
Além disso, está desenvolvendo uma plataforma de entrada para sustentar veículos com preço abaixo de 1 milhão de rúpias, mirando volume onde o mercado realmente gira.
Provost afirmou que a Renault já tem uma organização completa no país, incluindo engenharia, com dedicação, capacidade e responsabilidade para entregar resultados.
A promessa final é usar essa base para ser “muito competitiva” e, a partir da Índia, servir outras regiões do mundo com produtos e exportações.
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