Tesla impõe cláusula que pode arrancar R$ 250 mil de quem tentar lucrar em cima de edição especial limitada

tesla signature series (2)
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A produção do Tesla Model S e do Tesla Model X está terminando com uma série final de 350 carros chamada Signature Edition, recheada de mimos e com preço de elite.

Quem comprar as últimas unidades do Model S Plaid e do Model X Plaid, porém, terá de aceitar um acordo duro: nada de vender, nem sequer tentar vender, por pelo menos um ano.

Os documentos de pedido vistos pelo site Not A Tesla App descrevem que a regra vale por 12 meses após a entrega, sem espaço para interpretações convenientes.

Se o proprietário quebrar o compromisso, a punição prevista é de danos liquidados de US$ 50.000 (R$ 249.100) ou do lucro obtido na revenda, valendo o maior valor.

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A intenção é óbvia: impedir que especuladores comprem as últimas unidades, anunciem imediatamente por cifras infladas e transformem a despedida do modelo em negócio rápido.

A Tesla promete fabricar só 250 exemplares do Model S e 100 do Model X, todos com a pintura exclusiva Garnet Red, emblemas dourados e acabamentos específicos.

tesla signature series (1)
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A própria existência de um preço “premium” já acende alertas, e a provocação ficou maior depois de circular a ideia de pagar US$ 159.420 (R$ 794.200) por essas versões.

O barulho lembra o que aconteceu com o Cybertruck, quando a Tesla também tentou barrar revendas rápidas e, no fim, a estratégia desandou.

Na época, a restrição gerou reação imediata, com donos reclamando que a marca queria controlar algo já pago, enquanto outros simplesmente ignoraram a cláusula e anunciaram do mesmo jeito.

Em paralelo, houve relatos de que alguns clientes teriam sido colocados numa espécie de lista de bloqueio, mas a medida perdeu força conforme a oferta aumentou.

Poucos meses depois, com mais unidades disponíveis e o mercado esfriando, a Tesla discretamente deixou a proibição de lado, o que virou munição para críticos.

tesla signature series (6)
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Agora, a empresa tenta evitar o mesmo roteiro com um texto mais direto, sem a linguagem vaga de “motivo imprevisto” que virou brecha no caso do Cybertruck.

Além do volume bem menor, o truque mais cirúrgico está nos benefícios: itens como FSD, Supercharging grátis e Premium Connectivity foram definidos como não transferíveis.

Na prática, mesmo passado um ano, o segundo dono recebe um pacote menos atraente, o que derruba a expectativa de valorização imediata e tira parte do incentivo ao “flip”.

Isso vai impedir todo mundo de vender antes de completar 12 meses? Provavelmente não, mas a Tesla parece ter escolhido, desta vez, as alavancas mais difíceis de contornar.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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