
A disputa pelos EVs na Europa está ganhando um capítulo industrial, com a BYD dizendo abertamente que procura fábricas ociosas para ocupar.
A montadora chinesa negocia com a Stellantis e com outras fabricantes europeias para assumir plantas subutilizadas na região, segundo Stella Li, principal executiva internacional do grupo.
Li, vice-presidente executiva da BYD, afirmou em entrevista na quarta-feira que as conversas incluem unidades em países como a Itália, sem limitar as tratativas a uma única empresa.
“Estamos conversando não apenas com a Stellantis, estamos conversando com outras companhias também”, disse ela, à margem da conferência Financial Times Future of the Car, em Londres.
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Segundo a executiva, a BYD busca “qualquer planta disponível” na Europa porque quer aproveitar a capacidade sobrando, num momento em que custos altos apertam o setor.
Os comentários vêm após a Stellantis revelar neste mês um plano para trabalhar mais de perto com a parceira Leapmotor na Europa, usando duas fábricas espanholas para produzir EVs da empresa chinesa.
Com concorrência intensa e estruturas caras, outras montadoras europeias também encaram o problema de capacidade ociosa e estariam abertas a acordos semelhantes com grupos chineses.
No mês passado, a Bloomberg informou que a Stellantis pode fechar mais acordos com um ou mais fabricantes chineses para lidar com o excesso de capacidade na Europa.
Do lado da BYD, a expansão internacional ganhou força sob a pressão de uma guerra de preços na China, enquanto as vendas na Europa avançam rapidamente.
Li, que lidera essa ofensiva fora do mercado chinês, diz que a empresa se beneficia de um interesse renovado por EVs desde que os preços dos combustíveis subiram após o conflito no Oriente Médio.
A preferência da BYD seria operar as fábricas por conta própria, e não por joint ventures, porque isso seria “mais fácil”, segundo a executiva.
Questionada sobre uma visita à fábrica subutilizada de Cassino, da Stellantis, no centro da Itália, Li respondeu que a BYD esteve em “muitas plantas” europeias.
Ela acrescentou que a Itália está na “lista curta” de países de interesse para um eventual acordo, enquanto, no longo prazo, a França também atrai por ter preços baixos de eletricidade.
Em paralelo, a BYD avalia comprar marcas tradicionais na região que estejam enfrentando dificuldades, e Li citou que nomes como Maserati são “muito interessantes”.
“Continuamos estudando, mas não tivemos nenhuma ação sobre isso”, disse Li, sem detalhar prazos ou alvos adicionais.
A empresa também está reforçando sua presença com contratações de rivais, incluindo a Porsche AG, para fortalecer a linha Denza na Europa.
A marca mais sofisticada deve começar a ser vendida no Reino Unido ainda este ano, e Li afirmou que a BYD está contratando muito P&D local no Reino Unido, na França e em cada região.
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