
Quando um salão do automóvel passa a atrair público como evento esportivo, ele deixa de ser vitrine de carros e vira termômetro de poder industrial.
O Salão de Pequim 2026 terminou em 3 de maio, após 10 dias, com 1,28 milhão de visitantes e a promessa de ter quebrado recordes globais de escala.
Sob o tema “Driving the Era, Smart Future”, a feira ocupou dois endereços e transformou a cidade em um corredor de lançamentos e demonstrações tecnológicas.
A organização dividiu o evento entre o China International Exhibition Centre (Shunyi) e o Capital International Exhibition Centre, em um formato de dupla sede.
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Somadas, as áreas chegaram a 380.000 metros quadrados distribuídos por 17 pavilhões, o maior espaço já registrado para um auto show no mundo.
No total, 1.451 veículos ficaram expostos, com 181 estreias globais e 71 conceitos, reforçando o papel do salão como palco de anúncios estratégicos.
A presença internacional também foi usada como vitrine de credibilidade, com 65.000 visitantes do exterior e 32.000 profissionais de imprensa circulando pelos estandes.
Desse contingente de mídia, 4.125 representantes vieram de veículos internacionais, acompanhando 219 coletivas de imprensa realizadas ao longo da programação.
Além das conferências, o evento concentrou mais de 50 fóruns, summits e sessões de matchmaking, reunindo montadoras, fornecedores e empresas de tecnologia.
Os expositores vieram de 21 países e regiões, cobrindo desde desenvolvimento de veículos e componentes centrais até sistemas inteligentes e plataformas digitais.
O foco de produto ficou claro: eletrificação e inteligência, com EVs e híbridos cercados por promessas de software embarcado e integração avançada de IA.
Entre as baterias, apareceram sistemas de nova geração com densidade energética acima de 400 Wh/kg e autonomia declarada superior a 1.500 km em condições de teste.
A recarga virou ponto de disputa, com apresentações de carregamento em menos de 10 minutos e soluções voltadas para carregamento em baixa temperatura, a menos 30 graus Celsius.
Na direção inteligente, empresas mostraram plataformas centrais de computação, IA multimodal e aplicações de automação nível L3 em ambientes controlados ou áreas designadas.
O hardware acompanhou a onda, com LiDAR e assistências avançadas ao condutor aparecendo com força em modelos de médio e alto padrão.
No recorte de impacto comercial, a BYD confirmou que o supercarro elétrico Yangwang U9 Xtreme foi vendido por 20.000.000 yuan (R$ 14,5 milhões), o maior preço de um carro de passeio de produção da marca.
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