Ford chama 1,4 milhão de F-150 após investigação sobre reduções inesperadas e aposta em atualização de software para conter a dor de cabeç

Uma redução inesperada de marcha é o tipo de comportamento que nenhum motorista quer ver numa picape grande, e foi esse relato que colocou a Ford sob escrutínio.

A montadora está fazendo o recall de cerca de 1,4 milhão de F-150 no país após uma investigação da U.S. National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) sobre queixas de downshifts inesperados.

Segundo o regulador, a medida corretiva prevista é simples no papel: as concessionárias vão atualizar o software do módulo de controle do trem de força, o powertrain control module.

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A investigação ganhou força ao longo do tempo e, no início deste ano, a NHTSA ampliou uma apuração de segurança relacionada ao mesmo tema.

O ponto de partida foi uma avaliação preliminar aberta em março do ano passado, quando a agência passou a receber reclamações sobre F-150 de 2015–2017.

O recorte principal envolve unidades equipadas com a transmissão “6R80”, que aparece como denominador comum nos relatos analisados pela agência.

Em declarações anteriores, a Ford já havia sugerido uma causa provável ligada ao envelhecimento de componentes e conexões elétricas.

A explicação é que calor e vibração, acumulados ao longo do uso, podem desgastar conexões e levar à perda de sinal do transmission range sensor.

Esse sensor participa do pacote de informações que orienta o funcionamento do conjunto, e qualquer leitura inconsistente pode alterar a interpretação do sistema.

A NHTSA afirma que sinais incorretos provavelmente levam a uma redução involuntária, porque o controle pode receber dados errados sobre a condição da transmissão.

O caso chamou atenção também pelo volume, já que o recall envolve uma frota enorme de F-150 espalhada pelo mercado norte-americano.

A Reuters ilustrou a notícia com uma foto de arquivo de F-150 à venda em Encinitas, Califórnia, feita em 20 de outubro de 2025 por Mike Blake.

Mesmo com o remédio sendo uma atualização de software, o pano de fundo do problema envolve um desgaste físico que se acumula com o tempo.

Agora, a expectativa é que a reprogramação ajuste a forma como o módulo interpreta sinais e reduza a chance de comandos de marcha fora do esperado.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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