
Quem compra uma minivan costuma buscar tranquilidade, mas parte dos donos de modelos Honda passou a conviver com um susto tão absurdo quanto perigoso.
A marca anunciou um recall envolvendo mais de 440 mil unidades da Odyssey dos anos-modelo 2018 a 2022 por disparos involuntários dos airbags.
Segundo os relatórios ligados à NHTSA, o sistema eletrônico do veículo pode interpretar irregularidades severas do piso como se fossem uma colisão lateral real.
Na prática, isso significa que passar por um buraco, atingir detritos na via ou cruzar uma lombada mais forte pode acionar airbags laterais e de cortina.
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Em um modelo amplamente escolhido para levar crianças, encarar trânsito urbano e rodar em deslocamentos diários, esse tipo de falha ganha peso ainda maior.
Além do susto e do custo operacional que um acionamento indevido costuma gerar, a abertura repentina do airbag também pode aumentar o risco de lesões.
Os números já conhecidos ajudam a dimensionar o problema, porque até 2 de abril de 2026 a Honda havia registrado 130 pedidos de garantia relacionados ao defeito.
Nesse mesmo recorte, foram contabilizados 25 relatos de ferimentos, embora nenhuma morte tenha sido associada ao caso até agora.
O ponto mais desconfortável para a fabricante é que essa questão não surgiu agora, já que a primeira investigação interna começou ainda em novembro de 2017.
Em julho de 2021, a empresa já havia identificado condições em que superfícies ruins ou impactos na parte inferior da carroceria poderiam disparar os airbags.
Mesmo com essas constatações, a avaliação feita naquele momento apontou que não existia preocupação de segurança suficiente para justificar um recall imediato.
A origem da falha está na unidade de controle do sistema suplementar de retenção, cujo software recebeu parâmetros incorretos de acionamento desde a programação.
Com sensibilidade excessiva, a lógica do sistema deixa margem pequena demais entre choques normais de rodagem e sinais de colisão, confundindo forças G comuns com impactos laterais.
A Honda estima que cerca de 0,1% das Odyssey afetadas tenham efetivamente o defeito, mas ainda assim o volume exigiu uma campanha nacional.
A correção será simples no papel, com inspeção do sistema e atualização do software do SRS para adotar parâmetros mais adequados de acionamento.
Se a reprogramação não funcionar ou surgir erro na unidade, a concessionária substituirá o módulo completo sem cobrar nada do proprietário.
A notificação aos donos começará em 25 de maio de 2026, e a consulta por VIN será liberada pouco antes dessa data.
Para quem prefere uma Odyssey que chame atenção por outro motivo, existe até uma preparação Type R com câmbio manual de seis marchas e 558 cv, mas essa definitivamente não é a minivã deste recall.
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