GM descobre que vender carro é bom, mas cobrar assinatura todo santo mês pode ser ainda mais irresistível

silverado 1500 diesel (3)
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Vender um carro caro já não parece emoção suficiente, então a indústria descobriu a alegria moderna de continuar cobrando depois da entrega das chaves.

A General Motors vê nos serviços digitais uma fonte cada vez mais importante de receita recorrente, com margens potencialmente muito superiores às da fabricação tradicional.

Enquanto um veículo pode render cerca de 10% de margem líquida, pacotes de conectividade e tecnologias de condução assistida podem superar 70% de margem bruta.

Essa diferença ajuda a explicar por que tantas montadoras passaram a tratar veículos definidos por software como prioridade estratégica, e não apenas como moda tecnológica.

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Mary Barra, CEO da GM, discutiu o tema com analistas durante a apresentação dos resultados do primeiro trimestre, que vieram razoavelmente positivos.

Segundo Barra, essas receitas digitais duráveis e recorrentes já alcançam 20 mercados além dos Estados Unidos e do Canadá.

A lista inclui México, Brasil, China, Coreia do Sul e Oriente Médio, mostrando que a estratégia não está limitada ao consumidor norte-americano.

A executiva afirmou que a GM está no caminho para adicionar mais de 1 milhão de assinantes OnStar em 2026.

Cerca de 30% dos clientes atuais escolhem um plano premium, o que sugere que bastante gente ainda aceita mais uma mensalidade na vida.

Paul Jacobson, diretor financeiro da GM, chamou o OnStar de um ativo subestimado e em crescimento dentro do negócio.

No primeiro trimestre, o serviço acrescentou US$ 750 milhões (R$ 3,7 bilhões) ao resultado, avanço superior a 20% na comparação anual.

Para o ano fechado, a GM espera reconhecer US$ 3,1 bilhões (R$ 15,5 bilhões) em receita com serviços digitais, alta de 15% sobre o ano anterior.

A empresa projeta chegar ao fim de 2026 com 13 milhões de assinantes, 1 milhão a mais em relação ao ano anterior.

A receita média mensal por assinante deve ficar em torno de US$ 20 (R$ 100), valor pequeno individualmente, mas enorme quando multiplicado por milhões de carros.

O OnStar também inclui o Super Cruise, sistema de assistência à condução lançado em 2018 e previsto para superar 850.000 assinantes até o fim do ano.

Quase 40% dos clientes renovam o Super Cruise após três anos de teste, uma taxa que deixou Jacobson claramente otimista sobre o futuro do serviço.

Em 2028, a GM pretende lançar a plataforma SDV 2.0 no Cadillac Escalade iQ elétrico, aproximando-se da condução sem mãos e sem olhos atentos.

Jacobson afirmou que a Tesla pode ter receita média maior por unidade, mas a GM já tem volume e receita.

A grande dúvida é a fadiga de assinaturas, pois muitos consumidores podem não gostar de pagar todo mês por recursos que imaginavam já ter comprado.

Mesmo assim, a GM fechou o trimestre com US$ 43,6 bilhões (R$ 217,4 bilhões) em receita e US$ 4,3 bilhões (R$ 21,4 bilhões) em lucro operacional ajustado.

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Autor: Eber do Carmo

Fundador do Notícias Automotivas, com atuação por três décadas no segmento automotivo, tem 20 anos de experiência como jornalista automotivo no Notícias Automotivas, desde que criou o site em 2005. Anteriormente trabalhou em empresas automotivas, nos segmentos de personalização e áudio.


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