
O tabuleiro do luxo automotivo está mudando rápido, e a China deixou de ser o cofre previsível das marcas alemãs para virar um ringue cheio de novos pesos-pesados.
A Mercedes-Benz Group AG registrou queda nas vendas de carros, pressionada por um tombo mais profundo na China, onde marcas ocidentais perdem terreno para rivais domésticos.
As entregas globais caíram 6% para pouco menos de 500.000 veículos, já que a piora na China superou os ganhos obtidos na Europa e nos Estados Unidos.
No mercado chinês, as vendas despencaram 27%, um recuo mais forte do que a queda de 19% registrada no quarto trimestre, sinalizando competição mais agressiva.
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Investidores e analistas observam de perto se a Mercedes conseguirá recuperar tração na China, por anos uma grande fonte de lucro apoiada em crescimento estável.
Para reagir, a montadora afirma estar apostando mais em parcerias e desenvolvimento locais, buscando produtos que se encaixem melhor no gosto do consumidor chinês.
O problema é que a demanda por veículos de alto padrão segue fraca no país, enquanto marcas locais avançam para faixas de preço e imagem antes dominadas por alemãs.
A Mercedes reestilizou modelos-chave, incluindo o S-Class, tentando proteger a coroa do luxo contra concorrentes que usam tecnologia e narrativa nacional como trunfos.
Entre esses rivais está o sedã Maextro S800, associado à Huawei Technologies Co., um exemplo de como o luxo chinês está deixando de ser promessa e virando alternativa real.
A companhia já vinha alertando que as margens permaneceriam sob pressão neste ano, justamente quando o custo de competir em eletrificação e software só aumenta.
Fora da China, houve sinais melhores, com avanço de vendas de EVs na Europa puxado pela forte demanda na Alemanha pelo CLA elétrico.
O CLA elétrico foi eleito Carro do Ano 2026 na Europa, tornando-se um teste antecipado da ofensiva de produtos da Mercedes em um ciclo de renovação mais amplo.
A marca planeja cerca de 40 novos veículos nos próximos anos, tentando equilibrar o portfólio entre rentabilidade tradicional e a transição tecnológica.
Mesmo com essa reação, a pressão chega mais perto de casa, porque montadoras chinesas vêm mirando diretamente o segmento premium europeu.
Nesta semana, a BYD Co. apresentou na Europa modelos da sua marca de luxo Denza, incluindo o Z9GT, um EV de €100.000 (R$ 587.400) com recarga ultrarrápida.
A fabricante diz que o Z9GT vai de 0 a 100 km/h em 2,7 s, e a chegada desse tipo de produto indica que a disputa do luxo já não fica restrita ao mercado chinês.
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